Cleitinho Azevedo em vídeo faz cadeia produtiva de alimentos do país se movimentar contra preços altos em supermercados; Bolsonaro também se pronunciou


No vídeo publicado pelo deputado estadual de Minas, Cleitinho Azevedo (Cidadania) com mais de 17 milhões de visualizações na página do parlamentar mineiro, Cleitinho mostra em um folheto de propaganda de supermercado, publicado no mês de março, o quanto custavam alguns itens da cesta básica brasileira (arroz, óleo, feijão e leite) e logo em seguida exibe os preços atuais nas gôndolas de uma grande rede de supermercado.  De acordo com o deputado, a compra que há cinco meses ficava em R$ 25 reais hoje ultrapassa R$ 40 reais, representando um aumento de cerca de 65% nos preços ao consumidor final.

O fato é que após a enorme repercussão do vídeo, a ABRAS – Associação Brasileira de Supermercados e a AMIS – Associação Mineira de Supermercados se manifestaram com a alegação de não serem os supermercados responsáveis pelo vertiginoso aumento dos produtos, e logo, pediram apoio ao Governo Federal.

A ABRAS, enviou a seguinte Nota Oficial:

Preços dos itens da cesta básica

O setor supermercadista tem sofrido forte pressão de aumento nos preços de forma generalizada repassados pelas indústrias e fornecedores. Itens como arroz, feijão, leite, carne e óleo de soja com aumentos significativos.

A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), que representa as 27 associações estaduais afiliadas, vê essa conjuntura com muita preocupação, por se tratar de produtos da cesta básica da população Brasileira.

Conforme apuramos, isso se deve ao aumento das exportações destes produtos e sua matéria-prima e a diminuição das importações desses itens, motivadas pela mudança na taxa de câmbio que provocou a valorização do dólar frente ao real. Somando-se a isso a política fiscal de incentivo às exportações, e o crescimento da demanda interna impulsionado pelo auxílio emergencial do governo federal.

Reconhecemos o importante papel que o setor agrícola e suas exportações têm desempenhado na economia brasileira. Mas alertamos para o desequilíbrio entre a oferta e a demanda no mercado interno para evitar transtornos no abastecimento da população, principalmente em momento de pandemia do novo Coronavírus (Covid-19).

O setor supermercadista tem se esforçado para manter os preços normalizados e vem garantindo o abastecimento regular desde o início da pandemia nas 90 mil lojas de todo o país.

A ABRAS tem dialogado com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e representantes de todos os elos da cadeia de abastecimento. Apoiamos o sistema econômico baseado na livre iniciativa, e somos contra às práticas abusivas de preço, que impactam negativamente no controle de volume de compras, na inflação, e geram tensões negociais e de ordem pública.

Nesta quinta-feira (3), a ABRAS comunicou à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, sobre os reajustes de preços dos itens citados acima, com o intuito de buscar soluções junto a todos os participantes dessa cadeia de fornecedores dos produtos comercializados nos supermercados.

E continuará buscando oferecer aos consumidores, opções de substituição dos produtos mais impactados por esses aumentos.

Associação Brasileira de Supermercados (3/9/2020)

Já a AMIS, enviou a seguinte Nota

Nota à imprensa – preços

3 de setembro de 2020 – A Associação Mineira de Supermercados (AMIS) vem a público manifestar sua grande preocupação com o aumento de preços de alguns produtos, especialmente, arroz, feijão, leite, carne e óleo de soja.

Esses aumentos de preços se devem ao crescimento das exportações desses produtos e sua matéria-prima, e à diminuição das importações incentivada pela valorização do dólar frente ao real. A AMIS esclarece que esses aumentos não representam lucro para os supermercados, porque eles não ampliaram suas margens. Pelo contrário, o setor também tem sofrido com aumentos de custos, já que precisa atender o consumidor em um momento de alto desemprego e redução da renda.

Atenta às necessidades do consumidor e empenhada na busca de solução que amenize essa subida de preços, a AMIS e todas as demais associações supermercadistas do Brasil, junto à Associação Brasileira de Supermercados – ABRAS (nota à imprensa anexa), tem dialogado com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA ), fornecedores e outros representantes de todos os elos da cadeia de abastecimento e já comunicou e pediu providências à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, sobre os reajustes de preços dos itens citados

Associação Mineira de Supermercados (AMIS)

Diante da repercussão nacional do vídeo, até mesmo o presidente da República, Jair Bolsonaro durante uma visita a cidade de Registro em São Paulo, se manifestou ao expressar ter receio dos riscos de inflação no país, e que tem buscado o diálogo com as associações de supermercados para baixar os preços dos produtos que compõe a cesta básica, através do diálogo sem interferência através de canetada.

Disse Bolsonaro: “Está subindo arroz, feijão? Só para vocês saberem, já conversei com intermediários, vou conversar logo mais com a associação de supermercados”, disse o presidente. “Estou conversando para ver se os produtos da cesta básica aí… estou pedindo um sacrifício, patriotismo para os grandes donos de supermercados para manter na menor margem de lucro”, afirmou.

OPINIÃO DIVINEWS

O Presidente precisa também em ter um diálogo com os grandes, os médios e os pequenos fornecedores, de toda cadeia produtiva da alimentação, e não apenas ouvir um lado, os do supermercadistas, já que muitos fornecedores, principalmente os pequenos são aviltantemente subjugados pelas grandes redes de supermercados que colocam o preço que querem nos produtos dos fornecedores para não diminuírem suas margens de lucro, e assim, mesmo diante de qualquer tipo de crise continuam a crescer e inaugurarem lojas uma após a outra.

Os fornecedores em inaugurações de lojas, excetos os que já posicionaram suas marcas junto aos consumidores, são obrigados a dar o que eles chamam de enxoval, ou seja, fornece gratuitamente uma quantidade imensa de produtos para a abertura da loja. Não é raro que fornecedores de médio e pequeno porte até quebrem pois não aguentam comprar “ponta de gondolas”, fazer parte dos encartes (jornal de ofertas), comprar posições especiais para que seus produtos tenham maior visibilidade dentro de uma loja.

É normal que, se não houver acordo entre algumas redes de supermercadistas e seus fornecedores, o produto não é comprado, e o cliente que está acostumado com determinada marca não o encontre, isso por que não houve acordo que possibilitasse os supermercadistas continuarem a praticar suas margens de ganho.

EM CONSEQUÊNCIA DO PERÍODO ELEITORAL OS COMENTÁRIOS ESTÃO SUSPENSOS

PODCAST: escuta essa!!