Parlamentar afirma que divergências públicas entre o ex-prefeito e a prefeita podem indicar rompimento político. Ele também questiona a tramitação da reforma do Diviprev e diz que oposição avalia recorrer ao Ministério Público e à Justiça.
Após a aprovação da Reforma do Diviprev o vereador Vitor Costa falou sobre a relação entre Gleidson Azevedo e Janete Aparecida. Esta semana, o ex-prefeito se posicionou contrário ao projeto e disse que a proposta deveria partir dos sindicatos. Para o vereador o desalinhamento das falas dos, até então, aliados, pode pontar uma ruptura.
“O que eu vejo é um rompimento. Um está atacando o outro. A Janete, que até então, um tempo atrás, não tinha dívida nenhuma com a Trancid, agora já vem e anuncia R$ 55 milhões. Eu, nesse contexto, acabo torcendo pela briga porque as verdades começam a aparecer.”
Resultado esperado
Vitor Costa também afirmou que a aprovação da Reforma do Diviprev na Câmara já era esperada:
“Uma vez que o projeto fosse para votação, a gente saberia que perderia enquanto minoria nessa casa. Acredito que a força dos servidores já contribuíram muito. Nós conseguimos sair de dois de oposição nessa casa e aumentar para cinco. Isso mostra que o barulho fez realmente resultado. A manifestação dos servidores foi completamente pacífica. Eu imaginei por um momento, né, quando tivesse ocupação aqui dentro dessa casa, quando aconteceu, que a gente pudesse ter um atraso na pauta, mas correu tudo dentro do previsto. ”
Vereador questiona trâmites e comenta recurso na justiça
Além de criticar o conteúdo da proposta, o parlamentar levantou dúvidas sobre os procedimentos adotados durante a tramitação do projeto.
Segundo Vitor Costa, os pareceres das Comissões de Justiça e de Administração foram assinados digitalmente em um domingo, por volta das 14h, sem que, segundo ele, houvesse reunião pública das comissões, como determina o Regimento Interno da Câmara.
“A única coisa que eu acho questionável foi o que eu disse em tribuna, que é a respeito de como foram emitidos os pareceres. Todo projeto nessa casa tem que ser emitido parecer da Comissão de Justiça e de Administração. Os pareceres estão assinados digitalmente no domingo, às 14 horas. Nós não temos reunião nesse horário. Então, pelo regimento interno, se prevê que seja convocada uma reunião das comissões e que seja pública. Não vi isso acontecer. Então, eu pedi à presidência dessa casa que me mande todas as cópias. E o principal, a denúncia que chegou ao nosso gabinete, é que a reunião das comissões aconteceu por grupo de WhatsApp. Isso não é previsto no regimento.”
Oposição avalia judicializar a votação
Diante dos questionamentos, o vereador informou que a oposição pretende reunir documentos e encaminhar representação ao Ministério Público para apuração do caso.
Segundo Vitor Costa, também existe a possibilidade de contestar judicialmente a votação da reforma.
“Se houve desrespeito ao regimento para votar esse projeto de forma acelerada, é importante que os sindicatos e o nosso mandato acionem o Ministério Público com todas as provas. A oposição está pensando em judicializar. Com certeza.”
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