Na tarde desta quarta-feira (03), a movimentação de um trator em um terreno no centro de Divinópolis quase terminou em tragédia, pela irresponsabilidade, falta de humanidade e bom senso, de um homem que ordenou ao tratorista que derrubasse uma arvóre mesmo sabendo que sob ela estava acampada uma mulher em situação de rua – O local, situado nas esquinas da Rua Itapecerica com a Avenida Primeiro de Junho, por anos esteve sem uso e recentemente foi alvo de procedimento administrativo instaurado pela 12ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público devido ao abandono.
Terreno sendo preparado
De acordo com informações não confirmadas oficialmente, o lote seria de propriedade do médico Juarez, ex-proprietário do Hospital Santa Mônica, ou, possivelmente, novamente atual, já que circulam rumores de que o negócio com o Grupo Hapvida NotreDame teria sido desfeito e o empreendimento retornado às suas mãos. Também há especulações de que o terreno esteja sendo preparado para abrigar um hospital. O fato é que, na manhã desta quarta-feira (03), um trator derrubou uma casa anexa ao lote, que pertenceu a uma educadora e ex-secretária de Educação. Já no período da tarde, a máquina prosseguiu os trabalhos com a derrubada de uma árvore dentro da propriedade.
Perigo anunciado
O que chamou a atenção foi a forma como a operação foi conduzida. O tratorista, sob ordens de um homem não identificado que coordenava a ação, derrubou a árvore mesmo sabendo que uma mulher em situação de rua permanecia sob sua sombra. A imprudência e irresponsabilidade tanto do homem que comandava a operação, quanto do tratorista que obedecia suas ordens quase causou um grave acidente, já que um galho chegou a atingir a cabeça da mulher, sem maiores consequências, por pouco.
Intervenção policial
A Polícia Militar, não se sabe quem fez o chamado, se o próprio homem ou a vizinhança diante do absurdo que estavam presenciando, chegou ao local após a árvore já ter sido derrubada. Os militares tentaram convencer a mulher a deixar a área, mas diante da recusa, acabaram detendo-a e a colocaram na viatura. Antes de sair, os policiais solicitaram ao homem que dirigia a operação algum tipo de documentação, conforme registrado em vídeo feito pelo Divinews.
Questionamento
O episódio deixa uma pergunta inevitável: por mais que a moradora de rua estivesse errada em estar em propriedade particular, por que o homem que comandava a operação não aguardou a chegada da Polícia Militar para retirar a mulher com segurança, antes de autorizar a derrubada da árvore? A conduta levanta sérias dúvidas sobre responsabilidade, segurança e respeito à vida humana em um terreno que já havia sido alvo MP. E, afinal, que tipo de homem é esse?
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