O Divinews teve acesso, com exclusividade, ao documento, ou seja, peça da [veja abaixo] a decisão da Justiça Federal que indeferiu o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para retirada da tornozeleira eletrônica imposta no âmbito da operação Tempus Veritatis, que investiga a tentativa de golpe de Estado e a articulação criminosa para subverter o resultado das eleições de 2022 – Analistas avaliam que a tentativa de golpe segue em curso, contudo, de uma outra forma. Usando o presidente dos Estado Unidos que sobretaxou o Brasil criando instabilidade econômica no Brasil em defesa de Bolsonaro. Em um cenário surrealista, ininmaginável.
A decisão, assinada nesta quinta-feira (18), reforça que a medida cautelar permanece justificada pela gravidade dos fatos, a possibilidade de reiteração delitiva e o risco concreto de obstrução de Justiça por parte de Bolsonaro, mesmo após deixar o cargo. A defesa alegava que o ex-presidente não representaria mais ameaça, uma vez que não ocupa função pública, e pedia a revogação do monitoramento eletrônico. A Justiça, porém, não acatou os argumentos.
Rejeição ao discurso da normalidade
A tentativa da defesa de Jair Bolsonaro era uma nova investida para criar a narrativa de que o ex-presidente está sendo “perseguido” e que medidas cautelares como a tornozeleira são “exageradas”. O argumento, no entanto, não encontrou respaldo jurídico. Para o magistrado responsável pelo caso, a manutenção da medida é proporcional e necessária diante da amplitude dos atos investigados, que incluem articulação com militares da ativa, produção de minuta golpista e mobilização de aliados para desacreditar o STF e o sistema eleitoral.
Símbolo da derrocada institucional
A manutenção da tornozeleira eletrônica não é apenas uma medida técnica. É um símbolo poderoso do colapso da blindagem que cercava Bolsonaro. O homem que se apresentava como o “mito”, agora monitorado 24 horas por dia, tem restrições típicas de quem representa risco institucional. Trata-se de um recado da Justiça de que golpismo não ficará impune — mesmo quando vem travestido de discurso democrático.
Desde a operação Tempus Veritatis, a ofensiva contra os responsáveis pela tentativa de ruptura institucional em 2022 ganhou tração. A decisão, ao negar o pedido da defesa, ecoa o entendimento do STF de que há provas robustas da articulação de Bolsonaro com setores militares e civis em um plano de ruptura constitucional.
Golpe por outras vias: tornozeleira é só o começo
Mesmo com a tornozeleira mantida, Bolsonaro e seus aliados seguem atuando por outros meios. Como revelou o Divinews em matérias anteriores, o deputado Eduardo Bolsonaro articulou pessoalmente com aliados de Donald Trump nos EUA a tentativa de interferência externa no processo brasileiro buscando pressionar o STF e constranger a democracia nacional. O tarifácio de Trump, por exemplo, tem sido interpretado como retaliação velada, incitada por Bolsonaro e seu clã, para sabotar o governo Lula e alimentar a narrativa de perseguição.
A tornozeleira eletrônica, nesse contexto, representa o controle jurídico sobre um agente político que não desistiu do poder, não desistiu do golpe apenas mudou de método.
Veja a seguir
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