“Ele se diz tão ético, por que não põe um ponto final na CPI da Educação de Divinópolis?”, diz Gleide Andrade em entrevista ao Divinews


Gleide Andrade, candidata a deputada federal pelo PT, disse em entrevista ao Divinews na noite desta última quinta-feira (04) que “não há seriedade no prefeito nem no irmão que acabou de se declarar candidato ao Senado. O prefeito se diz tão limpo, por que não explica e não acaba então com essa história da CPI da Educação aqui de Divinópolis? Põe um ponto final nisso! Ou vai deixar que a CPI acabe em pizza? Se foi tudo tão certinho, por que ele não encerra essa história na vida da cidade? Se ele é tão correto, por que não paga corretamente os agentes de saúde? Com todo respeito, o prefeito não pode ser levado a sério, como o irmão dele também não pode”, afirmou a candidata que nasceu em Divinópolis e viveu a infância em São José dos Salgados, distrito de Carmo do Cajuru.

Ao questionar a prática de ambos que, segundo ela, se acham “donos da ética”, Gleide disse que “alguém precisa dizer para eles que, essa coisa de ficar o tempo todo fazendo vídeos e denuncismo, não se faz política assim! Eles acham que são os donos da ética e da moralidade. Ser ético é responsabilidade de todo mundo, isso não é mérito não. Ter lisura com o dinheiro público não é mérito dele não, é obrigação do gestor público. Não gosto de dinastia na política, um irmão é vereador, o outro é deputado, o outro vira candidato ao Senado”, observou a candidata, ao ressaltar a importância de Divinópolis para o estado de Minas Gerais e definir a situação atual da cidade como “vergonha’.

“Divinópolis é uma cidade importantíssima para o estado de Minas Gerais. A nossa cidade é a capital do Centro-Oeste Mineiro, não é pouca coisa! Eu tenho vergonha desse prefeito, ele é motivo de chacota no estado inteiro, aliás até fora do Estado. Como Divinópolis é uma cidade famosa – eu tenho orgulho dessa cidade – é um grande polo de confecção, de moda, somos cidade de trabalhadores, uma cidade industrial, comercial e ter um prefeito desse nível desqualifica a nossa cidade. Em relação ao nosso município, em uma palavra, eu diria “vergonha”, disparou Gleide, que começou sua atuação em pastorais da igreja e decidiu se candidatar a partir de um convite do presidente Lula “para lutar pelos direitos das mulheres para o povo mais sofrido, para o povo negro, os excluídos, marginalizados e desvalidos”, como ela mesmo diz.

“Apenas 12% dos deputados da Câmara Federal são mulheres e nós somos 52% da população. Somos nós que cuidamos da casa, levamos filhos na escola e ao médico, cuidamos dos nossos pais quando adoecem, cuidamos da casa. Por que não podemos estar na política? Não queremos tomar o espaço dos homens, queremos apenas representatividade igual”, destacou.

Golpe e educação

Formada em Filosofia, professora e mãe de um rapaz de 22 anos, Gleide conhece bem a realidade difícil que o povo brasileiro está vivendo. “Nós temos um presidente que ameaça o tempo todo o Estado Democrático Brasileiro, a vida dele é dizer que a qualquer hora haverá um golpe de Estado. Ele estimula o ódio e a morte o tempo todo, ele quer que as pessoas comprem armas. A segurança pública não passa pelo armamento. Hoje a nossa juventude está sem futuro e 87% da população carcerária brasileira são jovens negros. E esse presidente não desmontou a educação, ele acabou com a educação brasileira”, salientou Gleide, ao pontuar que o Brasil precisa de um grande pacto pela educação.

“Sou professora e sei o que o professor sofre. Bolsonaro acabou com a educação no Brasil. Ele não desmontou o sistema educacional, ele fez pior. E aqui em Minas o disparate é tão grande que o governador Zema foi ao STF contra o reajuste dos professores. O Lula tem dito que vai fazer um grande pacto pela educação”, lembrou. “Queremos livros ao invés de armas, queremos que as pessoas tenham conhecimento, tenham educação. Quem tem emprego e educação, não vai querer roubar”, disse Gleide, ao lembrar que o presidente Lula foi o que mais inaugurou universidades em Minas e no Brasil, ampliou CEFETs e criou Ifets “Temos aqui em Divinópolis o campus Dona Lindu”, citou.

A saúde no Brasil, segundo Gleide, foi totalmente desmontada, e só funciona para quem tem dinheiro para pagar plano de saúde. “A mulher pobre que depende do SUS, por exemplo, leva de oito meses a um ano para conseguir fazer uma mamografia. O serviço público e gratuito de saúde é um direito universal. Nós vamos ter que reformar todo o sistema de saúde”, ressaltou.

Polícia e creches

“Trabalhei muito com segurança pública. O papel real da Polícia Militar é proteger o cidadão e com o atual governo esse papel passou a ser mais distorcido ainda. Hoje a Polícia mata deliberadamente porque age conforme o pensamento político do governo. Temos que ter uma Polícia que seja para proteger o cidadão e não para acuar, amedrontar e matar. Não é isso que a polícia existe. A Polícia precisa ocupar o lugar dela de proteção social, nós temos que rever tudo isso. Nossas polícias precisam ser bem remuneradas”.

A falta de creches e escolas em tempo integral, segundo Gleide, resulta numa cruel realidade de mais de 20 mil nascidos em 2021 de crianças de até 14 anos. “Não temos mais creches, não temos pré-escola, quando você chega num Município que tem creche pode saber que é da Prefeitura. Na Constituição está dito que a pré-infância é responsabilidade do governo federal. E a mãe pobre que tem filhos precisa trabalhar e se não tem creche nem escolas de tempo integral, os filhos e as filhas ficam sozinhos ou ficam pra rua”, observou, citando que no Brasil, a cada hora, quatro crianças de até 13 anos são estupradas, segundo dados do Vaticano. “Se não tivermos mais mulheres na política, o que vai ser de nós?”

Petrobras e fome

Zema faz com Minas o que Bolsonaro faz com o Brasil. “Por que temos que pagar combustível em dólar se recebemos nossos salários em real? Por que não pode mexer na política de preços da Petrobras? Por que a maior parte dos lucros vão pra acionistas e não pro governo? O mesmo acontece com a Copasa e com a Cemig. Desemprego no Brasil em 20% e mais de 33 milhões de pessoas passando fome. Não tem condições um país rico como o Brasil ter gente passando fome! Bolsonaro colapsou o país!”, salientou, citando o papel do BNDES que, nos governos do PT, emprestava dinheiro para pessoas abrirem pequenos negócios. “Hoje o governo empresta dinheiro só para bancos e para o rentismo”.

“Temos que mudar a política desse país! Não podemos deixar que esse presidente entregue nossas riquezas naturais, não podemos deixar que ele entregue nossas vidas. As pessoas precisam saber a importância do voto e votar com consciência”, disse Gleide, ao fazer um chamamento para eleger pessoas que tenham compromisso com a vida humana, a educação, a saúde e o alimento e romper com o conservadorismo. “Precisamos botar Divinópolis no centro do desenvolvimento. Divinópolis é uma cidade elevada, altiva. Temos boa chapa de candidatas mulheres, vamos ajudar a mudar nossa cidade, Minas e o Brasil”, concluiu.

7 comentários em ““Ele se diz tão ético, por que não põe um ponto final na CPI da Educação de Divinópolis?”, diz Gleide Andrade em entrevista ao Divinews

  • 7 de agosto de 2022 em 04:51
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    O LULA NÃO TEM EDUCAÇÃO LOGO ELE É UM LADRÃO QUALIFICADO,ELA TEM TODA RAZÃO, 6 TRILHÕES ROUBOU ESTE SER DO POVO BRASILEIRO PARA SUSTENTAR AS DITADURAS DA IDEOLOGIA DELE

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  • 6 de agosto de 2022 em 14:18
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    Coitada, por ser uma filósofa falou muita besteira faltou se informar mais sobre os dados que expôs.

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  • 6 de agosto de 2022 em 12:57
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    Vergonha mesmo dessa corja como a candidata relatou muito bem: dinastia política. A fanfarra que estão fazendo Divinopolis passar por Vergonha, realmente esses bosolóides envergonham a Cidade.
    Só baixaria e roubalheira e ainda há quem os defenda com unhas e dentes. Fanáticos religiosos, que usam da fé da população. Esses Azevedo são larápios ,moleques e sem qualquer preparação para representar sequer um varejão, pois nem educação para tratar os clientes e funcionários eles tinham. Que tristeza para nossa cidade.

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  • 6 de agosto de 2022 em 10:09
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    Kkkkkkkkkk, PT, tem moral pra falar de alguém? De cara já a se vê que ela não passa de uma politiqueira. Ao invés de falar dos seus projetos, fala dos outros. Lamentável! Deveria trabalhar para melhorar condições dos moradores do Salgado, que nem coletivo para Carmo do Cajuru tem.

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    • 6 de agosto de 2022 em 10:23
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      Ela é tão desinformada, que Bolsonaro e Zema estão apenas a 4 anos e o PT ficou 16 anos governando o Brasil, fora a vergonha que foi o governo no estado. Por isso, ela é uma vergonha.

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  • 6 de agosto de 2022 em 08:06
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    Excelente entrevista melhor ainda a lucidez de política é muito Bla Bla e nenhum projeto social,mas também esperar projeto social de Zema e Bolsonaro e acreditar em papai Noel. ACORDA MINAS GERAIS.

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Comentários

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