Prefeitura de Divinópolis esconde verdadeiro motivo da interdição do Raio-x da Policlínica; servidores trabalhando em condições precárias no local; Defesa Civil foi chamada (imagens)


A Prefeitura de Divinópolis em sua versão sobre a interdição da sala de raio-x da Policlínica, explicou que os gestores de saúde do município se anteciparam ao problema do risco do teto de gesso desabar e que por essa razão teria sido tomada a decisão de transferir o atendimento para o andar térreo. Quando de fato, o que ocorreu é que, a  Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores de Divinópolis e da Região Centro Oeste (Sintram), composta pela presidente Luciana Santos, acompanhada da diretora de formação sindical, Geise Silva e, mais a diretora do Conselho Fiscal, Lucilândia Monteiro, estiveram no local e constataram que além do problema da eminente queda do teto, as paredes estão tomadas por infiltrações.

Segundo Luciana Santos, presidente do Sintram, foi constatado in loco o risco de desabamento do teto da sala da raio-x, e diversas paredes estão com tomadas por infiltrações. Ainda segundo, Luciana, os servidores denunciaram que a Prefeitura tinha conhecimento da situação, mas nada havia sido feito.

A sala do raio-x já tinha sido interditada em outubro do ano passado, por problemas estruturais. “Nós encontramos mofo nas paredes, para o teto não desabar com o volume de água, os servidores tiveram que fazer furos para dar vazão”, detalhou Luciana

Conforme a diretora de formação sindical, foi solicitada à gerência do raio-x a retirada dos servidores do local, diante o risco de desabamento, porém o pedido foi negado. Com a negativa, a diretoria do Sintram acionou o Centro de Referência de Saúde do Trabalhador (Cresst) e a Defesa Civil.

O Sintram levou um engenheiro, e depois e muita insistência a Prefeitura enviou um engenheiro do Município. Tantos os engenheiros, quanto o Cresst atestaram o risco que os servidores estavam expostos. E, só depois dessa insistência do Sintram, e dos profissionais confirmarem que os trabalhadores e os usuários estavam expostos, que o gerente do raio-x providenciou a realocação dos funcionários.

A presidente do Sintram disse que diante a situação do prédio, a diretoria do Sindicato ofereceu o espaço dentro do Sintram para que a farmácia da Policlínica seja realocada, e os servidores municipais possam trabalhar com segurança.

“A situação de parte do prédio da Policlínica é caótica, e o Sintram ofereceu os consultórios que foram construídos na sede do Sindicato, para que a Farmácia seja realocada até que a Prefeitura providencie um local seguro para os trabalhadores”, ressalta.

Informações da Prefeitura

Prefeitura age rápido e transfere pacientes do Raio X

A Prefeitura de Divinópolis, através da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), informa que, hoje (7/1), após chuvas intensas dos últimos dias, o forro de gesso do raio-x da Policlínica Municipal apresentou vazamentos sérios e, imediatamente a gestão do local providenciou a mudança do atendimento da população que estava agendada, para o outro equipamento no térreo do prédio com entrada da rua São Paulo, para evitar risco aos trabalhadores bem como para os usuários.

A Semusa informa que já está em fase de projeto a reestruturação de todo o telhado da Policlínica e, por se tratar de uma obra de alto valor financeiro e grande tempo de execução, demanda planejamento detalhado para a aplicação correta do recurso público, bem como deve obedecer às normas técnicas específicas.

O prédio da policlínica, assim como as demais estruturas físicas da Semusa não passam por um levantamento técnico há vários anos. A Administração Municipal informa que, assim que assumiu o governo, se deparou com estrutura em altíssimo grau de deterioração na área da saúde, mas, a adequação, o mapeamento dos riscos e as melhorias a serem feitas já estão em curso.

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