Flávia Gontijo, mulher trans desabafa (vídeo) sobre o posicionamento do deputado Cleitinho Azevedo e o sofrimento que a discussão tem causado a ela


Flavia Gontijo, uma mulher trans, que é graduada em Serviço Social pela Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), e atualmente é coordenadora do Projeto “Vida Nova” atendendo crianças e adolescentes em situação de risco, ou que estejam em conflito com a lei, isso no município de Abaeté, convidada que foi pelo Poder Judiciário.  Usou as redes sociais, e veementemente criticou a posição e fala do deputado estadual Cleitinho Azevedo, que após ter votado favoravelmente ao projeto de autoria do deputado André Quintão (PT) sobre a discriminação que é praticada nas empresas, em consequência da orientação sexual das pessoas. Segundo ela, como forma de desabafo por estar lhe gerando sofrimento e desconforto, e que por essa razão precisava compartilhar os seus sentimentos que crê que será até mesmo terapêutico.

“Cleitinho Azevedo foi favorável ao projeto, mas que ao perceber o descontentamento da ala conservadora e o barulho das redes sociais, o mesmo voltou trás, pedindo perdão e disse que votou sem conhecer a matéria do qual o projeto tratava”, disse Flávia, que a seguir emitiu a sua opinião:

“Eu concordo com o senhor, deputado. Que o senhor desconhece totalmente o que afeta e envolve as questões LGBTQIA+ em Minas Gerais”

Sequencialmente Flávia corrigiu o que se convencionou a chamar de IDEOLOGIA DE GENERO: “O senhor ainda diz que é contra a Ideologia de Gênero”. Ora deputado como o senhor pode ser contra a algo que sequer existe. “Ideologia de Gênero” é uma expressão criada pela extrema direita brasileira para invalidar e deslegitimar a existência de pessoas como eu, que sofre toda sorte de privações, de preconceitos, de discriminações, de cachota e de desdém. Tudo em razão da ignorância, desconhecimento sobre nossas questões”.

A assistente social observou uma fala pontual do deputado sobre a questão das crianças ao crescerem fazer suas opções sexuais: “O senhor vai mais longe ainda, sugere deixar que as nossas crianças cresçam livremente e ao se tornarem adultos que decidam sobre suas vidas afetivas sobre sua sexualidade”

E esclareceu para Cleitinho: “Deputado, orientação sexual não é uma escolha. Quem em sã consciência escolheria ser vítima de preconceito ser alvo de discriminação”

Também alerta o parlamentar: “Acorde! Esteja mais atento as questões. Seja mais empático! Se o senhor é incapaz de compreender, mas se coloque no lugar das pessoas”

Finalizou lamentando a falta de entendimento e o preconceito das pessoas: “Nós estamos fartos de levar orientações didáticas para pessoas que não querem entender nossas questões – Não há ideologia, deputado! Não queremos convencer ninguém, nem doutrinar ninguém para ser pessoas LGBTQIA+, nós só queremos reivindicar o direito de existir e de sermos quem somos, em qualquer lugar, sem sermos alvos de chacota, sem sermos alvo de preconceito e discriminação. Nós queremos o direito de sermos quem somos e estarmos onde quisermos”

 

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