Vereadores da Câmara de Divinópolis aderem ao bordão “tolerância zero” do prefeito e enviam Moção de Repúdio contra a Copasa; palanque político

Publicado por: Redação

Na Reunião Ordinária desta terça-feira (18), o presidente da Câmara de Divinópolis, Eduardo Print Jr (PSDB), atendendo ao pedido dos demais vereadores do Legislativo, protocolou uma Moção de Repúdio contra à Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (ARSAE-MG), com a justificativa dos maus serviços prestados pela Companhia de Água e Saneamento de Minas Gerais (Copasa) – Tal qual o bordão de “Tolerância Zero”, Moção de Repúdio vai na mesma linha. A empresa continuará com os mesmo procedimentos. A Copasa tornou-se palanque eleitoral político. 

O Ofício vem em momento que a empresa segue sendo um dos principais alvos tanto de reclamações da população, quanto de críticas de alguns parlamentares da Casa, em cobranças que contrastam com a tão falada “tolerância zero” do prefeito Gleidson Azevedo (PSC), em relação a concessionária durante sua campanha eleitoral e agora em seu mandato.

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Justificativa

A moção inicia narrando o histórico de falta de água em alguns bairros de Divinópolis e a ineficiência dos serviços prestados. “O descaso envolvendo os serviços prestados pela Copasa com o município de Divinópolis já é de conhecimento geral. Além do constante desabastecimento de água em bairros como Padre Eustáquio e Santa Lúcia, que chegam a passar finais de semana sem água, há graves problemas em relação a obras inacabadas pelos quatro cantos do município. Em alguns casos, foi necessário judicializar a companhia para que o serviço fosse concluído ou, em determinadas situações, refeitos em sua totalidade.”

O ofício prossegue com um compilado das atividades da companhia nos últimos anos. “Na última década, a COPASA fez o compromisso com o município de que, após concluídas as obras de suas Estações de Tratamento de Esgoto, 100% dessa captação seria tratada na cidade. Isso é: todos os moradores, sem exceção, teriam o esgoto tratado, sem distinção de classe social ou região em que habita. Em 2013, a COPASA se comprometeu a entregar três ETEs de grande porte até o fim de 2016. O prazo não foi cumprido e, em 2018, com apenas uma ETE pronta, o município notificou a companhia na ARSAE, agência reguladora dos serviços prestados pela Copasa.”, pontua.

Na continuidade, a Moção especifica a questão das taxas cobradas nas faturas dos usuário no município. “Hoje, grande parte da cidade arca com 25% a mais em sua conta de água pelo serviço de coleta de esgoto. Nas poucas regiões que contam com o tratamento, o acréscimo chega a 90%. Numa grave tentativa de lesar o contribuinte divinopolitano, a ARSAE apresentou uma proposta onde este índice de acréscimo se unificasse, onde todo cidadão seria obrigado a pagar, dentro do valor do abastecimento mensal de água, um percentual de 74% para os custeios da coleta e tratamento. A proposta não condiz com a realidade, uma vez que são pouquíssimos bairros que contam com o serviço de tratamento, prometido há oito anos pela COPASA.”, levanta.

Na conclusão, o documento explicita a insatisfação da população divinopolitana, compartilhada e expressada pelos edis, segundo o Ofício. “Desta forma, a Câmara Municipal, através do seu presidente Eduardo Print Júnior (PSDB) e de todos os vereadores, repudia esta forma de conduta da ARSAE, que não preza pelo bem estar da população e não cobrou, de forma efetiva, para que as obras prometidas pela COPASA fossem concluídas em tempo hábil. A Câmara Municipal entende que tal proposta não condiz com a realidade vivida pelo município, e obrigaria a população divinopolitana a pagar um valor muito alto por um serviço que não é entregue pela COPASA. Por isso, apresento esta moção de repúdio contra a ARSAE, uma vez que o município não se sente contemplado pelo tratamento de esgoto eficaz.”, conclui.

 

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Tolerância Zero?

Notoriamente um dos maiores gargalos de Divinópolis nas duas décadas anteriores, sobretudo entre 2011 a 2020, a Copasa esteve na boca do povo e dos noticiários ao longo desses anos. Tanto que, na última eleição municipal, a empresa foi também tema de ataques e promessas dentre as nove candidaturas elegíveis ao pleito majoritário.

O prefeito eleito, Gleidson Azevedo (PSC) e o irmão, deputado estadual Cleitinho Azevedo (CDN) continuam a cobrar, no entanto a companhia continua a dar “dor de cabeça” aos munícipes em faltas de água frequentes e duradouras em diversas regiões de Divinópolis.

O parlamentar da Assembléia Legislativa de Minas Gerais inclusive nesta semana foi ainda mais contundente com o presidente da Copasa, Carlos Eduardo Tavares de Castro, em encontro registrado e compartilhado nas redes sociais (Confira abaixo).

A reunião ocorreu cerca de um ano e meio depois, de Cleitinho se encontrar com o Diretor-Geral da Arsae em dezembro de 2019, Antônio Claret, para solicitar que a agência aplique multas na Copasa. O agente político vociferou contra o chefe da concessionária de capital misto e cobrou melhorias do serviço, tendo chegado até a perguntar o salário do gestor a frente da firma.

 

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  1. Gil disse:

    Atitudes como esta só trazem prejuízos ao município.
    Dialogar é o único caminho. Ficar batendo boca nunca resolveu nem vai resolver nada.
    É preciso primeiro que os vereadores tenham noção real da situação, que não ocorre só aqui em Divinópolis, para então sentar a mesa com quem de direito e encontrar soluções.
    Esta turma que ocupa a câmara, com raríssimas exceções, não tem noção de nada e ficam arrumando mais problemas para o município.
    Deveriam se preocupar mais em dar nomes à ruas nos bairros e títulos de cidadãos honorários para seus patrocinadores de campanha fazendo assim menos mal para a cidade.

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