COVID-19: Servidores de Divinópolis que trabalham em cemitério correm alto risco de contaminação


Conforme informações da Assessoria de Comunicação do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste (Sintram), desde o início da pandemia que a diretoria da entidade sindical existe que os servidores municipais tenham a segurança necessária para o desempenho de suas atividades, especialmente com os devidos e obrigatórios Equipamentos de Proteção Individual (EPI). A preocupação maior do sindicato está relacionada com os servidores que atuam em funções que apresentam maior risco de contágio, como na linha de frente de combate à covid-19, servidores de todo o sistema de saúde, agentes funerários e coveiros.

No ano passado, o vice-presidente do Sintram, Wellington Silva, fez inspeções nos cemitérios de Divinópolis. Na ocasião ele constatou a utilização de equipamentos inadequados para a atividade dos coveiros, higiene deficiente e outras situações de perigo que foram denunciadas ao Ministério Público.

Em março desse ano, o Sindicato enviou ofício ao secretário municipal de Saúde, Alan Rodrigo da Silva, solicitando a inclusão dos coveiros no grupo prioritário para a vacinação. Entretanto, até hoje, não houve nem resposta sobre o pedido.

Em uma visita feita na semana passada ao Cemitério Parque Divino Espírito Santo, localizado no bairro Jusa Fonseca, o vice-presidente do SINTRAM ficou alarmado com a situação que verificou no local. Falta total de higiene, condições de trabalho que colocam em risco a integridade física dos trabalhadores e ferramentas quebradas, sem condições de uso. Os equipamentos de proteção individual não atendem às necessidades da função e muitos já estão sem condições de uso. Além disso, o vice-presidente do Sintram foi informado que aumentou muito o número de sepultamento no local nos últimos meses, exigindo ainda mais dos coveiros. O que também chamou a atenção de Wellington Silva foi o mau cheiro exalado do interior do cemitério, que dependerá de uma análise técnica para constatar sua origem.

Já a presidente do órgão que representa a categoria dos servidores públicos municipais, Luciana Santos, lamenta que o Executivo não esteja cumprindo corretamente o seu papel de empregador. “A diretoria do Sindicato vem alertando e denunciando as condições precárias de trabalho que estão sendo impostas à grande maioria dos servidores. Já pedimos medidas à administração, mas o que se tem observado é que não há uma preocupação com aqueles que estão à frente dos serviços que apresentam alto risco de contágio. Sobre essas questões ligadas ao Serviço Municipal do Luto, até agora foram vacinados os agentes funerários e por que essa imunização não foi estendida aos coveiros, cuja atividade apresenta os mesmos graus de risco? Vamos continuar lutando para que o município tenha mais responsabilidade com todos os servidores, pois são eles que continuam carregando a máquina pública nesse período tão difícil para Divinópolis”

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