A solitária cara pintada chegou a pintar os rostos de algumas pessoas. Ela levou tinta de casa com este objetivo. Mas os jovens não corresponderam às expectativas cívicas.
Junia disse que ficou muito chateada com as confabulações e acordos que ela presenciou na Câmara. Não sabia que as coisas funcionavam desta forma. Quis explicações de como era o sistema para as pessoas se manifestarem. E chegou ao ápice da indignação quando entendeu a manobra que foi feita para a jornalista Maria Cândida não usar a tribuna Livre.
Outra postura que ela não entendeu foi a censura que o vice-presidente Edmar Rodrigues (PSD) tentou fazer, no momento que ocupava a titularidade de presidente, para que as pessoas presentes não demonstrasse sua indignação através de vaias e gritos de ordem. Ela falou “então de que forma as pessoas vão expor suas indignações com as coisas – Não vi nada demais que justificasse a não manifestação das pessoas através de gritos e vaias – Minha professora que estava presente e com quem eu aprendi a ser uma cidadã critica e analítica, estava sendo cerceada no direito dela e os vereadores ainda se acharam no direito de rir da situação”.
A “cara pintada” também estranhou que ao chegar com suas tintas, nas cores laranja e preta, tivesse sido confundida com alguma militante de partido. “Eu fui a Câmara como uma cidadã indignada com as coisas que vem ocorrendo na nossa cidade, somente isto – Não pertenço a nenhum partido – E, sinceramente eu não sei se quero continuar morando aqui, parece que tudo que é feito nada dá certo” finalizou a solitária e jovem cara pintada.






