Justiça de Cláudio condena padrasto de Ana Clara a 34 anos e 8 meses de prisão por sua morte


Em um julgamento que começou ainda na parte da manhã desta quarta-feira (07), por volta das 9 horas e terminou às 15h30min, a Justiça de Cláudio condenou Alex Junior Alexandre a 34 anos e 8 meses de prisão por ter matado em 2016 sua enteada Ana Clara, de apenas 5 anos na cidade de Carmo da Mata – Segundo informações da Folha Claudiense, a defesa antes que saísse a sentença pediu que Alex fosse condenado por ocultação de cadáver e absolvido do crime de homicídio. Já que, conforme a defesa, Alex confessou que “só” enterrou a criança, e se eximiu da morte, com a tese de que Ana Clara morreu em consequência da mãe da menina, Marciana, ter puxado ela pelo braço e ela bateu com a cabeça na escada da cozinha da casa deles – Que a partir de então, ele e a mãe da criança buscaram uma forma de se desfazer do corpo e ele buscou ajuda em um indivíduo chamado “Paulão” que o ajudasse a se desfazer do corpo fazendo uma cova – Porém, o Promotor, no julgamento contestou essa versão, afirmando que a perícia da Polícia Civil, ao examinar o carro de Alex, prova que havia lama apenas do lado do seu banco e atrás onde estava a menina. Do lado do passageiro onde é narrado que estava Paulão a perícia não encontrou nenhum indício. A versão posterior do Alex, de que foi retirado um jornal do carpete não tem credibilidade. Além de ter uma luva com lama debaixo do seu banco, luva esta que ele diz ser para uso como eletricista. Não convenceu este vai e volta das versões apresentadas”, defendeu o membro do Ministério Público.

Na etapa de debates o representante do Ministério Público, Marcos Vinícius Lamas, que falou por uma hora, disse que Alex Júnior Alexandre é frio e calculista e que mentiu por diversas vezes desde a fase de inquérito do processo.

Lamas apontou contradições nos depoimentos e citou que provas levantadas, junto de perícias da Polícia Civil, mostraram isso, segundo acusou. “Estou aqui para acusar o Alex. Não o denunciei por ocultação do cadáver porque Ana Clara foi enterrada viva e sem chance de defesa. O laudo da criminalística provou isso, pois havia terra em suas vias respiratórias. Como é comum, a defesa orientou o réu a deturpar se depoimento com mentiras”, disse.

E prosseguiu dizendo que não viu motivos para pedir a prisão da mãe por falta de elementos que indicam a participação dela. “Não há elementos nos autos que coloque a Marciana como coautora do crime. Ela é firme em seus depoimentos desde o boletim de ocorrência que fala no desaparecimento, ao falar que a última vez que viu a Ana Clara foi com o padrasto. Tanto nós quanto a Polícia Civil constatamos isso. Ela falava em separar dele e haviam processos por violência doméstica contra Alex por parte de um relacionamento anterior. São dois processos com base na Lei Maria da Penha”, continuou o promotor.

 

Fonte: Tribuna Claudiense ( Thiago Góis )

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