PCMG conclui que dívida de R$ 220 mil teria motivado homicídio dentro de comércio em Divinópolis

Homem de 25 anos foi morto dentro de um estabelecimento no Centro; investigação aponta que cobrança de dívida teria motivado o crime.

Publicado por: Cassia Misael

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu a investigação sobre o homicídio de um homem de 25 anos, morto no dia 30 de julho de 2026 dentro de um estabelecimento comercial na região central de Divinópolis. Após reunir informações e analisar as circunstâncias do crime, a instituição apontou que uma dívida de aproximadamente R$ 220 mil teria sido o motivo que desencadeou o assassinato.  Ao final do inquérito, um homem de 24 anos foi indiciado por homicídio triplamente qualificado e furto qualificado pelo abuso de confiança. A Polícia Civil também identificou a participação de um segundo homem, de 33 anos, que foi indiciado por posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e fraude processual.

De acordo com a investigação, o principal suspeito mantinha uma dívida com a ex-companheira. A vítima, que mantinha um relacionamento com ela, teria passado a cobrar o investigado para que o valor fosse quitado. Conforme a conclusão da PCMG, as cobranças relacionadas à dívida teriam contribuído diretamente para o conflito que terminou com a morte do homem.

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A apuração, portanto, estabeleceu uma possível relação entre a cobrança do valor e o homicídio. Entretanto, embora a Polícia Civil tenha concluído o inquérito e apontado a motivação e os indícios de autoria, as circunstâncias ainda serão analisadas pelo Poder Judiciário durante o andamento do processo.

Segundo investigado também foi indiciado

Além do homem de 24 anos apontado como principal investigado, a Polícia Civil identificou um segundo envolvido no caso. O homem, de 33 anos, foi indiciado por posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e fraude processual.

Segundo a PCMG, ele teria ocultado a arma utilizada no homicídio. Além disso, a investigação identificou a prática de atos que, conforme a Polícia Civil, configuram fraude processual. Dessa maneira, o inquérito não se limitou à apuração de quem teria cometido o homicídio, mas também buscou esclarecer possíveis ações realizadas posteriormente para dificultar o trabalho de investigação.

A identificação da participação desse segundo homem ocorreu durante o avanço das diligências realizadas pela Polícia Civil. A partir dos elementos reunidos, os investigadores conseguiram individualizar as condutas atribuídas a cada um dos envolvidos e encaminhar as conclusões à Justiça.

Principal suspeito está foragido

Diante dos elementos reunidos durante a investigação, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do homem de 24 anos. O pedido foi analisado pelo Poder Judiciário e acabou deferido.

Apesar da decisão judicial, o principal investigado permanecia foragido até a conclusão do inquérito. Dessa forma, ele ainda não havia sido localizado pelas autoridades para cumprir a ordem de prisão.

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É importante destacar que o indiciamento realizado pela Polícia Civil não representa uma condenação. A medida corresponde à conclusão da investigação policial sobre a existência de indícios relacionados à autoria e à materialidade dos crimes. A partir do encaminhamento do inquérito, cabe à Justiça analisar as provas e dar continuidade ao processo, garantindo aos investigados o direito à defesa.

Relembre o caso

O homicídio aconteceu no dia 30 de julho, dentro de um estabelecimento comercial localizado no Centro de Divinópolis. Na ocasião, um homem de 25 anos foi morto no interior do imóvel, dando início à investigação conduzida pela Polícia Civil.

Desde então, os investigadores passaram a apurar as circunstâncias da morte e buscar elementos que pudessem esclarecer tanto a autoria quanto a possível motivação do crime. Durante esse trabalho, surgiu a informação de que a vítima estaria cobrando o suspeito por uma dívida de aproximadamente R$ 220 mil relacionada à ex-companheira dele.

A partir das informações levantadas, a Polícia Civil passou a considerar a cobrança da dívida como elemento central para compreender o que teria levado ao assassinato. A investigação também avançou sobre a possível participação de um segundo homem, apontado como responsável por ocultar a arma que teria sido utilizada no crime.

Com a conclusão das diligências, a PCMG formalizou os indiciamentos e encaminhou o inquérito ao Poder Judiciário. Agora, as informações reunidas durante a investigação serão analisadas dentro do processo judicial.

Inquérito é encaminhado à Justiça

Com o encerramento da investigação policial, o inquérito foi encaminhado à Justiça para o prosseguimento das medidas cabíveis. O Ministério Público também deverá analisar os elementos reunidos e adotar as providências previstas na legislação.

Enquanto isso, a ordem de prisão preventiva contra o principal investigado permanece válida, conforme a decisão judicial mencionada pela Polícia Civil. A localização e eventual prisão do suspeito deverão ocorrer no decorrer das próximas etapas do caso.

A conclusão da PCMG representa, portanto, uma nova etapa na apuração do homicídio. Embora a investigação tenha apontado a dívida de R$ 220 mil como possível motivação e tenha identificado os crimes atribuídos aos dois investigados, a responsabilidade penal de cada um ainda será definida pela Justiça.

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