A Polícia Militar se pronunciou, em resposta à demanda do Divinews, sobre a interrupção do evento “Amnésia”, realizado no Parque de Exposições, em Divinópolis, na noite do último sábado (18). Em nota, a corporação informou que foi acionada por diversas pessoas, por meio do telefone 190, por causa do elevado volume de som vindo da festa.
Segundo a PM, durante a atuação no local foram constatadas irregularidades. Entre elas, conforme a nota encaminhada ao Divinews, estaria o descumprimento das condições previstas no alvará de funcionamento, incluindo a ausência de comunicação prévia aos órgãos de segurança pública. A corporação também apontou a caracterização de perturbação do sossego alheio.
Com base nesses elementos, a Polícia Militar afirmou que procedeu ao encerramento das atividades, com o objetivo de preservar a ordem pública e garantir o cumprimento da legislação vigente.
O posicionamento oficial da PM surge após a forte repercussão do caso. Mais cedo, os organizadores do evento haviam divulgado versão diferente, sustentando que a festa possuía documentação regular e que a interrupção ocorreu de forma abusiva. Na ocasião, a organização afirmou que o evento tinha alvarás, equipe de segurança, ambulância e demais exigências atendidas, além de alegar que a decisão de encerrar a programação foi tomada sob pressão policial.
Agora, com a resposta oficial da corporação, o episódio passa a reunir de forma ainda mais clara duas narrativas opostas. De um lado, os organizadores sustentam que o evento estava apto a funcionar e que houve excesso na abordagem. Do outro, a Polícia Militar afirma que a intervenção ocorreu diante de denúncias da população e da constatação de irregularidades verificadas durante a atuação no local.
Na nota enviada ao Divinews, a corporação também informou que os fatos ainda serão devidamente apurados. Além disso, reforçou que toda e qualquer denúncia relacionada à atuação policial militar pode ser formalizada junto aos órgãos competentes.
O caso segue repercutindo em Divinópolis, especialmente porque envolve não apenas a interrupção de um evento já em andamento, mas também a discussão sobre os limites da fiscalização, a validade das autorizações e o alcance da atuação policial em situações de denúncia de perturbação do sossego.
A partir de agora, a tendência é que o episódio continue sendo acompanhado tanto no campo administrativo quanto no jurídico, já que a organização do Amnésia já havia indicado que pretende adotar medidas cabíveis em relação ao que considera abuso de autoridade.
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