Divinópolis: PM confirma ao vereador Vitor Costa irregularidades no Amnésia e expõe o que levou ao fim do evento

Oficio enviado ao vereador Vitor Costa detalha denúncias, irregularidades no alvará e abertura de procedimento administrativo sobre a atuação policial no evento em Divinópolis.

Publicado por: Geraldo Passos

A resposta oficial da Polícia Militar sobre o caso do evento “Amnésia” jogou luz sobre os motivos que levaram ao encerramento das atividades no Parque de Exposições, em Divinópolis. Em ofício datado de 05 de maio de 2026, encaminhado ao vereador Vitor Costa, a 7ª Região da PM informou que a atuação policial na noite de 18 de abril ocorreu após diversas denúncias de pessoas incomodadas com o alto volume do som. O documento ainda confirma que foram constatadas irregularidades no evento, inclusive descumprimento de condições previstas no alvará de funcionamento.

Segundo o ofício, a atuação no local ficou a cargo do 23º Batalhão da Polícia Militar, unidade responsável territorialmente pela área do Parque de Exposições. A resposta assinada pelo coronel Carlos Henrique Sousa da Silva, comandante da 7ª Região de Polícia Militar, reproduz o conteúdo de nota oficial da unidade e deixa claro que a PM foi acionada por diversas pessoas em razão do elevado volume do som proveniente do evento.

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O documento vai além da simples confirmação da denúncia sonora. A Polícia Militar afirma que, durante a atuação no local, identificou irregularidades concretas, entre elas o descumprimento das condições previstas no alvará de funcionamento, especialmente a ausência de comunicação prévia aos órgãos de segurança pública. A corporação também registrou a caracterização de perturbação do sossego alheio. Com base nisso, decidiu pelo encerramento das atividades, sob o argumento de preservação da ordem pública e cumprimento da legislação vigente.

A resposta da PM desmonta qualquer tentativa de tratar o caso como mero excesso de rigor policial. O que o ofício mostra é que houve denúncia, houve constatação de irregularidades e houve decisão formal para encerrar o evento.

Outro trecho importante do documento informa que os registros públicos relacionados à ocorrência, os REDS, contêm dados pessoais protegidos pela Lei de Acesso à Informação. Por isso, a corporação não detalhou no ofício o inteiro teor desses documentos. Ainda assim, a PM fez questão de informar que instaurou procedimento administrativo no âmbito da 7ª RPM para apurar de forma circunstanciada os fatos ocorridos, bem como a atuação dos policiais militares envolvidos na ocorrência.

Esse ponto amplia o peso institucional do caso. Não se trata apenas de uma explicação protocolar ao Legislativo. A própria Polícia Militar reconhece que o episódio exigiu abertura de apuração administrativa, o que mostra que os desdobramentos ainda não se encerraram. A corporação também afirma que a medida busca assegurar a devida transparência e o rigor necessários à análise da situação.

Politicamente, o ofício reforça a pressão sobre os organizadores e sobre todos os envolvidos na realização do evento. Quando a PM registra por escrito que houve irregularidade em alvará, ausência de comunicação prévia aos órgãos de segurança e perturbação do sossego, o caso deixa de ser simples reclamação de bastidor e passa a ocupar um terreno muito mais delicado, o da responsabilidade objetiva sobre a condução do evento.

O papel agora é separar discurso de documento. E, até aqui, o documento pesa mais

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A resposta enviada a Vitor Costa também evidencia que o vereador buscou formalmente esclarecimentos sobre a conduta policial no episódio. A PM, ao responder, não apenas sustentou a legalidade da atuação, como registrou as razões que, na visão da corporação, justificaram a intervenção e o encerramento do Amnésia. Isso fortalece a narrativa de que a decisão da polícia não nasceu do improviso, mas da soma entre denúncia popular, constatação técnica e respaldo normativo.

Com isso, o caso Amnésia segue vivo no debate público de Divinópolis. E segue porque, ao contrário do que muitos tentam fazer quando a poeira baixa, a documentação oficial não desaparece. Ela fica. E, nesse caso, ficou registrado que a PM viu irregularidades suficientes para interromper o evento e, além disso, instaurar procedimento administrativo para aprofundar a apuração.

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