Eleições 2026: entre sondagem para Planalto, Cleitinho mantém o foco em Minas Gerais

Nos bastidores, senador mineiro aparece no radar do PL e do PT, mas fonte do Divinews afirma que o projeto prioritário de Cleitinho é a disputa pelo governo de Minas

Publicado por: Geraldo Passos

Em política, sobretudo na política “graúda”, fato consumado e fato em construção quase nunca andam de mãos dadas. Muitas vezes, o que existe primeiro é o movimento, o recado, a sondagem e o teste de terreno. E, justamente porque estratégia raramente vem com confissão espontânea, quase nunca os protagonistas admitem de imediato o que já está acontecendo nos bastidores. É nesse terreno, entre o que se nega em público e o que se articula no subterrâneo, que o nome do senador Cleitinho Azevedo começa a aparecer como peça desejada por mais de um campo político.

Segundo fonte do Divinews, Cleitinho teria dito que se sente honrado só pelo fato de o nome dele estar sendo lembrado para composições nacionais. No entanto, de acordo com esse relato de bastidor, caso um convite venha de fato a se consumar, a tendência seria a recusa. O motivo, ainda conforme a fonte, é simples e direto: o projeto inicial do senador no Executivo é Minas Gerais. A avaliação atribuída a Cleitinho é que ele não quer frustrar o eleitorado mineiro, sobretudo diante dos sinais de força política já captados pelas pesquisas recentes no estado.

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Os levantamentos divulgados em março apontam Cleitinho na liderança da corrida pelo Palácio Tiradentes em todos os cenários estimulados testados pelo Instituto F5 Atualiza Dados e Paraná Pesquisa com vantagem sobre os demais nomes e desempenho que, segundo a leitura política do momento, o transforma no ativo mais competitivo da direita mineira para o governo.

Ao mesmo tempo, o senador passou a ser citado também em outro tabuleiro. No último domingo, uma coluna política de Minas informou que o PL deverá realizar pesquisa para testar possíveis nomes para compor a chapa presidencial encabeçada por Flávio Bolsonaro. Entre os nomes a serem medidos estariam Cleitinho, Romeu Zema,  Tereza Cristina, e o desconhecido professor e psiquiatra, Augusto Cury. Mesmo sem confirmação oficial do partido até aqui, o simples fato de o senador mineiro aparecer nesse radar já mostra o tamanho político que ele passou a ter no jogo de 2026.

Essa hipótese tem lógica eleitoral. Com forte apelo popular em Minas, Cleitinho levaria para uma eventual chapa presidencial um pedaço importante do eleitorado de um estado historicamente decisivo nas disputas nacionais. Minas continua sendo o mapa que todo presidenciável respeita. E, por isso mesmo, um nome que lidera no estado naturalmente passa a ser observado como peça nacional.

Só que o jogo não corre só de um lado. No campo governista, o presidente Lula avança para consolidar Rodrigo Pacheco como seu palanque em Minas, com a filiação do senador ao PSB e a entrada do ex-procurador-geral Jarbas Soares no mesmo ambiente partidário. Esse movimento reorganiza a esquerda e o centro governista no estado, mas também reforça a necessidade de observar o que acontecerá do outro lado, onde Cleitinho segue como nome de peso para a disputa mineira.

É justamente aí que a fala atribuída a Cleitinho ganha importância política. Segundo a fonte do Divinews, o senador considera honrosa a lembrança de seu nome para composições maiores, mas entende que o foco principal segue sendo a disputa pelo governo de Minas. Se esse raciocínio prevalecer, a lógica é clara: em vez de entrar como coadjuvante em uma chapa nacional, Cleitinho tentaria protagonismo no estado onde hoje aparece mais forte.

No fim das contas, o cenário é este. O senador mineiro passou a ser desejado por mais de um projeto. De um lado, aparece como nome competitivo para reforçar uma eventual chapa presidencial do bolsonarismo. De outro, segue valorizado por pesquisas que o empurram para a disputa do governo estadual. E, no meio disso, mantém o discurso de honra pela lembrança, mas, segundo bastidor repassado ao Divinews, sem disposição de abandonar Minas para embarcar em uma aventura nacional como vice.

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Na política, nem tudo o que está acontecendo é admitido na hora em que acontece. Mas o tabuleiro já mostra as mãos se movendo. E, por enquanto, a de Cleitinho parece apontar mais para Belo Horizonte do que para Brasília.

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