O cenário político de Divinópolis foi sacudido recentemente por um embate direto entre os vereadores Matheus Dias e Vitor Costa, mas, segundo a Corregedoria de Ética da Câmara, o processo pode estar atropelando ritos fundamentais. Em entrevista exclusiva, o vereador Welton Well, membro do órgão correcional, trouxe à luz detalhes pormenorizados sobre a denúncia de cassação protocolada por Matheus Dias. Com toda a certeza, o parlamentar negou que tenha havido qualquer reunião ou deliberação oficial do grupo para acatar a peça, levantando dúvidas sobre como a notificação chegou ao gabinete do alvo sem o aval coletivo dos corregedores.
A princípio, Welton Well reforçou que a Corregedoria deve agir estritamente sob princípios éticos e regimentais. De fato, ele relembrou que em casos anteriores, como uma denúncia contra o próprio presidente da corregedoria, o rito foi respeitado com reuniões e manifestações formais pelo arquivamento. Contudo, neste caso específico, o vereador afirma que sequer houve tempo para os três membros sentarem e lerem o processo. Consequentemente, a circulação de vídeos e falas sobre uma suposta cassação em andamento é vista por ele como um fato perigoso que distorce a realidade institucional.
“Palco político em ano eleitoral”
Logo após o surgimento das notificações, Welton Well e o vereador Orson Moreira chegaram a procurar Vitor Costa para pedir cautela. Com o intuito de preservar o caráter da 26ª legislatura, Well alertou que o tema está sendo explorado em demasia por ambos os lados. Certamente, o parlamentar acredita que a disputa não deve se transformar em um “show” para as redes sociais. “Não posso transformar isso aqui num palco político num ano eleitoral”, destacou, evidenciando que a população espera um trabalho sério e não apenas embates midiáticos sem base técnica.
Possível erro da procuradoria
Posteriormente aos esclarecimentos, o foco da discussão se voltou para a origem da notificação recebida por Vitor Costa. Se a Corregedoria não se reuniu e não deliberou, a existência de uma assinatura isolada ou um trâmite direto via procuradoria configura, na visão de Welton Well, um “desacerto” que precisaria ser apurado internamente antes de ganhar as ruas. Analogamente a outros processos de cassação ocorridos em legislaturas passadas, a gravidade do tema exige, segundo ele, que a verdade seja trazida à luz para não confundir o eleitorado de Divinópolis.
De maneira que a discussão segue crescendo nas redes sociais, Welton Well mantém sua postura de defesa da ética e do rito processual. Afinal, a autoridade de um corregedor reside na imparcialidade e no cumprimento do dever institucional. Como resultado, o vereador deixa claro que não compactua com a forma como a situação está sendo conduzida, atribuindo a responsabilidade das explicações diretamente aos dois vereadores envolvidos no conflito.






