A temperatura política subiu na Câmara Municipal de Divinópolis nesta semana. Por um desentendimento surrealista e subjetivo em sua interpretação. De um lado está o vereador da direita e ultraconservador religioso, matheus Dias e do outro está Vitor Costa, da esquerda Vitor Costa – Matheus se sentiu ofendido por um post que não citava seu nome e que envolvia a Campanha da Fraternidade, ainda do ano passado. E tal caso foi parar na Corregedoria de Ética.
A polêmica do “falso missionário”
O conteúdo da mensagem compartilhada é o ponto central da discórdia. O print publicado por Vítor Costa não identificava o autor da fala original. De acordo com Matheus Dias, no entanto, o texto fazia referência ao termo “falso missionário”.
O parlamentar do Avante associou a expressão à sua própria imagem e se sentiu profundamente ofendido. Dessa maneira, Matheus assumiu a autoria da mensagem no grupo privado e decidiu protocolar a denúncia, alegando que a exposição pública foi uma atitude ilícita e desrespeitosa.
Por outro lado, a discussão gira em torno do limite entre a liberdade de expressão e o sigilo de comunicações internas. Matheus Dias argumenta que prints de grupos de trabalho não deveriam ser expostos para gerar ataques pessoais na internet. Ele sustenta que a conduta de Vítor Costa fere a postura esperada de um representante do povo. Nesse sentido, o pedido de cassação busca punir o que Matheus classifica como uma tentativa de manchar sua reputação perante os eleitores.
O pomo da discordia foi que, Matheus Dias, no grupo privado dos vereadores da Câmara fez um comentário negativo sobre a Campanha da Fraternidade de 2025. Quando o vereador Wellington Well perguntou quem havia sido convidado para o lançamento de tal campanha, Matheus respondeu o seguinte: “Campanha da Fraternidade só existe no Brasil, em nenhum outro lugar do mundo fazem isso. Só serve de distração para tirar o foco dos católicos sobre o verdadeiro sentido da quaresma (oração, jejum e esmola). Conselho aos que não são católicos de IBGE, e sim verdadeiros e praticantes, esqueçam isso… #TôFora”
O vereador Vitor Costa, então. Que havia guardado tal print. Com a manifestação de Matheus sobre a Campanha da Fraternidade deste ano, se manifestou favorável. E esqueceu de sua fala do passado. Vitor, em sua rede social, sem citar o nome de Matheus, falou da questão da hipocrisia do vereador da direita.
Fato é que, se Matheus não tivesse tornado isso público, o assunto se restringiria ao ambito do grupo fechado de whatsapp de vereadores.
A opinião pública, na verdade está crucificando é os dois. Por embates que nada contribuie para a cidade. Evidenciando uma briguinha de direita e esquerda. Conservador ew
O papel da Corregedoria de Ética
A repercussão em Divinópolis obrigou a Corregedoria de Ética e Decoro Parlamentar a se posicionar sobre o caso. Consequentemente, o órgão terá que analisar se a postagem sem identificação direta de nome configura, de fato, uma infração grave. Afinal, o tribunal de ética da Câmara precisa decidir se a briga digital tem peso suficiente para justificar a perda de um mandato. Dessa maneira, os próximos dias serão decisivos para entender como o conselho interpretará a exposição de mensagens privadas entre colegas de legislativo.
Próximos passos do processo
O clima de tensão entre os dois vereadores reflete a polarização que tem marcado as sessões recentes em Divinópolis. Assim sendo, Vítor Costa agora se torna alvo oficial do pedido, enquanto Matheus Dias aguarda o andamento da representação. Sem dúvida, o caso servirá como um precedente importante sobre o uso das redes sociais por parlamentares na cidade.






