O deputado federal Domingos Sávio subiu o tom contra o Supremo Tribunal Federal e afirmou que não concorda com o rumo adotado pela Corte em decisões recentes envolvendo investigações e a atuação do Congresso Nacional. Em fala dura, o parlamentar disse que ministros do STF estariam ultrapassando limites institucionais, enfraquecendo o Parlamento e contribuindo, segundo sua avaliação, para um cenário de desgaste da democracia brasileira.
Na manifestação, Domingos Sávio sustentou que o Supremo estaria impedindo o avanço de apurações e desmoralizando o Congresso. Segundo o deputado, há uma interferência indevida sobre decisões tomadas por deputados e senadores, especialmente em temas ligados a investigações de grande repercussão política. A crítica central foi dirigida ao que ele classificou como desequilíbrio entre os poderes da República.
O parlamentar também afirmou que parte dos ministros do STF, na visão dele, age de forma contrária ao discurso de defesa da democracia. Em sua fala, Domingos Sávio acusou a Corte de dificultar investigações e de impedir o aprofundamento de apurações que, segundo ele, deveriam seguir em curso no Congresso Nacional.
Em outro trecho, o deputado disse que o Brasil vive um momento grave e defendeu uma reação política nas urnas. Domingos Sávio afirmou que este é o ano de promover uma reviravolta no cenário institucional e declarou apoio à eleição de nomes que, segundo ele, tenham coragem de enfrentar ministros do Supremo. Nesse contexto, mencionou inclusive a defesa de impeachment de ministros, ao alegar que alguns estariam envolvidos em condutas incompatíveis com o cargo ou protegendo criminosos.
A fala também teve tom eleitoral. Ao projetar o cenário político, o deputado defendeu a eleição de Flávio Bolsonaro e de um Senado mais combativo em relação ao Supremo. Com isso, a crítica jurídica e institucional se misturou a uma mensagem claramente política, alinhada ao campo conservador e de oposição ao atual ambiente do STF.
Ao final, Domingos Sávio afirmou que o Supremo estaria perdendo credibilidade perante o país. A declaração reforça o embate cada vez mais acirrado entre setores do Congresso e membros da Corte, em uma disputa que ultrapassa o campo jurídico e se consolida também como uma das frentes centrais da polarização política brasileira.






