O senador eleito por Minas Gerais, Domingos Sávio (PL), voltou a defender a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em casos de crimes comprovados. Em declaração nesta segunda-feira (19), o parlamentar criticou a atuação do Senado diante de denúncias envolvendo integrantes da Corte e afirmou que a instituição está perdendo credibilidade perante a população.
A manifestação mais contundente ocorreu durante comentários sobre o caso Banco Master e as suspeitas relacionadas ao ministro Alexandre de Moraes. Ao defender a responsabilização de integrantes do Supremo, Domingos Sávio utilizou a expressão “laranja podre” para se referir a um ministro que, na avaliação dele, estaria prejudicando a imagem da instituição.
Para o futuro senador, a existência de denúncias contra autoridades exige esclarecimentos e, quando houver elementos que indiquem a prática de crimes, a adoção das medidas legais cabíveis. Ele também questionou o que considera tratamento diferenciado para integrantes dos altos escalões do poder público.
Domingos Sávio cobra responsabilização de ministros
Durante a declaração, Domingos Sávio afirmou que a população questiona por que determinadas autoridades parecem estar acima das regras aplicadas aos demais cidadãos. Na avaliação do parlamentar, a falta de respostas diante de denúncias contribui para aumentar a desconfiança nas instituições.
“O cidadão avalia todo o cenário e passa a se perguntar por que alguém está acima do bem e do mal. Se questiona pelo fato de que alguém não seja obrigado a responder pelos atos dos quais é acusado”, afirmou.
O senador eleito também criticou episódios envolvendo o STF e defendeu que o Senado exerça suas atribuições constitucionais na análise de eventuais pedidos de impeachment contra ministros da Corte.
“Comprovado o crime, é impeachment, sim. É tirar do Supremo a laranja podre que está destruindo a credibilidade da Corte”, declarou.
Caso Banco Master entra no centro das críticas
Domingos Sávio citou o caso Banco Master ao justificar sua posição. O episódio envolve investigações e questionamentos sobre possíveis irregularidades relacionadas à instituição financeira e a contatos atribuídos a pessoas ligadas ao caso.
Ao mencionar Alexandre de Moraes, o parlamentar fez acusações e críticas à atuação do ministro. Entretanto, as declarações de Domingos Sávio não devem ser confundidas com uma conclusão judicial definitiva: suspeitas e informações investigativas precisam ser examinadas pelas autoridades competentes, com respeito ao direito de defesa.
O futuro senador também mencionou a repercussão de declarações atribuídas a ministros durante discussões sobre o tema e afirmou que os episódios ampliam o desgaste público do Supremo.
Futuro senador defende mudanças no Judiciário
Além do impeachment em casos de crimes comprovados, Domingos Sávio defendeu mudanças no funcionamento do Judiciário. A proposta, segundo o posicionamento apresentado, busca fortalecer os mecanismos de responsabilização e recuperar a confiança da população nas instituições.
A discussão sobre reformas no STF envolve temas como os critérios de indicação de ministros, as regras de funcionamento da Corte e os instrumentos legais para apurar eventuais irregularidades. Alterações desse tipo dependem de debate político e do cumprimento dos procedimentos legislativos e constitucionais.
Domingos Sávio assume cadeira no Senado em 2027
Eleito senador por Minas Gerais, Domingos Sávio deixará a Câmara dos Deputados após quatro mandatos federais consecutivos para assumir uma das cadeiras do estado no Senado a partir de fevereiro de 2027.
Na nova função, poderá participar das discussões sobre pedidos de impeachment de ministros do STF, matéria que integra as atribuições constitucionais do Senado Federal. O eventual andamento de processos, porém, depende da análise dos requisitos legais e dos procedimentos previstos para esse tipo de iniciativa.
A posição anunciada pelo parlamentar indica que a relação entre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal deverá estar entre os temas de sua atuação política em Brasília.






