MPF e MPMG firmam acordo com mineradora para indenizar em R$ 10 milhões vítimas de rejeitos em Conceição do Pará; valor total da reparação seráde R$ 42 milhões

Publicado por: Redação

O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) firmaram um acordo extrajudicial com a mineradora responsável pelo deslizamento de rejeitos na Mina Turmalina, em Conceição do Pará, ocorrido em 7 de dezembro de 2024. A empresa se comprometeu a indenizar as famílias afetadas e assumir responsabilidades socioambientais – Por ocasião do desabamento o Divinews esteve no local do acidente e conversou com moradores desalojados. 

O ato letal ocorreu na comunidade rural de Casquilho de Cima, quando uma pilha de rejeitos deslizou, atingindo estruturas próximas e uma área habitada. O movimento impactou centenas de moradores, levando à evacuação de dezenas de casas e à interdição de imóveis.

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Compensações previstas no acordo

O acordo prevê reparação ampla às famílias e à comunidade, englobando:

  • Compensações financeiras por danos materiais, morais e pela interrupção de meios de subsistência.

  • Suporte emergencial, que inclui orientação psicossocial, educação financeira e auxílio à retomada da vida econômica.

  • O pacote de assistência será negociado individualmente ou por núcleo familiar, com prazos claros para análise, aceitação e eventual desistência.
    A defensora-geral, Raquel Gomes, destacou que o acordo representa “uma virada de chave para que as pessoas possam recomeçar suas vidas”.

Multa milionária e impactos ambientais

Somente nos primeiros meses de 2025, a mineradora Mineração Serras do Oeste, controladora da Jaguar Mining, foi multada em quase R$ 320 milhões pelo Estado de Minas por causar danos ambientais e sociais com o rompimento da pilha, que destruiu cerca de 10 hectares, incluindo vegetação de Mata Atlântica e Cerrado, e forçou a evacuação de mais de 200 pessoas e o resgate de centenas de animais.

Caminho para a reconstrução

Com o acordo em curso, a Defensoria Pública de Minas Gerais estará à frente do cadastramento das famílias, negociará os valores das indenizações e encaminhará o processo para homologação judicial. Após isso, a empresa terá até sete dias para realizar os pagamentos

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