No último sábado (7), um deslizamento em uma pilha de rejeitos da mina Turmalina, operada pela Jaguar Mining, causou a evacuação de 134 moradores do povoado de Casquilho, em Conceição do Pará, no Centro-Oeste de Minas Gerais. A empresa informou que a evacuação foi necessária para garantir a segurança dos residentes após a identificação de uma anomalia na pilha de rejeitos durante uma inspeção matinal.
O deslizamento afetou quatro residências, um galpão, um curral vazio, um posto de combustíveis e um tanque de emulsão. Felizmente, não houve registro de mortos ou feridos. Entre os evacuados está Marciana da Costa Dias, que relatou ter perdido quase todos os seus pertences. “Perdi tudo. Perdi minha casa, meus móveis, 20 anos da minha vida”, lamentou.
Outro morador, o mecânico Ian Kenedy Silva, conseguiu resgatar apenas alguns itens de sua casa. “É bem difícil. É ver o sonho da gente indo embora”, disse ele, destacando o impacto emocional do desastre.
A Jaguar Mining, em nota, lamentou o ocorrido e afirmou estar prestando toda a assistência necessária aos afetados. A empresa pediu que os moradores não retornem às suas casas por questões de segurança. Os evacuados foram levados para casas de familiares e hotéis na região.
O Corpo de Bombeiros e a Agência Nacional de Mineração (ANM) estão monitorando a situação. A ANM identificou risco iminente para a segurança da estrutura, da comunidade e do meio ambiente, resultando na interdição da mina e suspensão das atividades de mineração. A Jaguar Mining deverá implementar ações para estabilizar a pilha de rejeitos e garantir a segurança da área.
A Prefeitura de Conceição do Pará e a Jaguar Mining estão trabalhando em conjunto em um plano de contingência para responder rapidamente a quaisquer necessidades emergentes. Equipes da Defesa Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para gerenciar a situação e garantir a segurança dos moradores.
A Jaguar Mining reforçou o pedido para que a comunidade de Casquilho de Cima não tente acessar as áreas interditadas e informou que continua atualizando os dados sobre a situação. A empresa disponibilizou um canal de comunicação para dúvidas e assistência aos afetados.
Detalhamento dos Impactos e Ações
O deslizamento, que ocorreu na manhã de sábado, foi resultado de uma anomalia detectada na pilha de rejeitos da mina Turmalina. A Jaguar Mining, responsável pela operação, agiu rapidamente ao identificar o problema, notificando os órgãos fiscalizadores e regulatórios. A evacuação dos moradores começou às 9h48, com a remoção de 134 pessoas para casas de familiares e hotéis na região.
Marciana da Costa Dias, uma das moradoras afetadas, descreveu a situação como devastadora. “Perdi tudo. Perdi minha casa, meus móveis, 20 anos da minha vida. Tiramos só a geladeira, o fogão e umas roupas, mais nada. Não vou mais ver coisas que levei uma vida inteira para construir”, disse ela, emocionada.
Ian Kenedy Silva, recém-casado, também sofreu grandes perdas. “Tirei bem pouco. Sofá, cama e só. É bem difícil. É ver o sonho da gente indo embora. Foram quatro anos juntando dinheiro para construir e de um dia para o outro, já era”, lamentou.
Marcos Pereira da Silva, comerciante local, destacou que, apesar de ninguém ter se ferido, o prejuízo material foi significativo. “Aqui tinha de cinco a seis casas. Na parte mais próxima à pilha tinha mais três. Mais duas para baixo. Nos fundos da minha casa tem uma família com uma pessoa com deficiência. Todos conseguiram sair a tempo, mas a casa acabou soterrada”, relatou.
Medidas de Segurança e Assistência
Segundo informações locais, a Jaguar Mining, em colaboração com a Polícia Militar de Minas Gerais, as Defesas Civis Municipal e Estadual e o Corpo de Bombeiros Militar, reforçou o pedido para que os moradores não retornem às áreas interditadas. A empresa está prestando assistência contínua aos afetados e mantém um canal de comunicação aberto para dúvidas e suporte.
A ANM realizou uma vistoria na mina e identificou um risco iminente para a segurança da estrutura, da comunidade e do meio ambiente. Como resultado, a mina foi interditada e todas as atividades de mineração foram suspensas. A Jaguar Mining deve agora implementar um plano de ação que inclui monitoramento da pilha de rejeitos, obras de estabilização e medidas de proteção ambiental e comunitária.
A Prefeitura de Conceição do Pará está trabalhando em conjunto com a Jaguar Mining para garantir uma resposta rápida e eficaz às necessidades emergentes. Equipes da Defesa Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para gerenciar a situação e garantir a segurança dos moradores.
A Jaguar Mining continua atualizando os dados sobre a situação e disponibilizou um canal de comunicação para dúvidas e assistência aos afetados. A empresa reafirma seu compromisso com a segurança e o bem-estar da comunidade de Casquilho de Cima.
Nota da Jaguar Mining
“A Jaguar Mining, juntamente com a Polícia Militar de Minas Gerais, as Defesas Civis Municipal e Estadual e o Corpo de Bombeiros Militar, reforçam o pedido à comunidade de Casquilho de Cima, em Conceição do Pará (MG), para que não retornem, nem tentem acessar as residências em área interditada.
Por conta do deslizamento ocorrido em uma pilha de rejeitos/estéril na Unidade Turmalina (MTL), na manhã de sábado, 07 de dezembro de 2024, a região permanece interditada. A medida é necessária para garantir a segurança de todos.
A comunidade de Casquilho de Cima foi evacuada logo após o ocorrido, com acompanhamento das autoridades responsáveis, que mantém pontos de bloqueio em todos os acessos. Até o momento, 134 pessoas foram realocadas para hotéis do município de Conceição do Pará e região, e outras se encaminharam à casa de parentes. Esses dados estão sendo atualizados continuamente.
A Jaguar ressalta que segue prestando assistência à comunidade. Quem tiver dúvidas pode entrar em contato com a Jaguar Mining pelo e-mail [email protected].






