Corte no Seguro Rural, Domingos Sávio alerta para aumento nos preços dos alimentos A decisão do Governo Federal de cortar R$ 445 milhões do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) provocou forte reação na bancada ruralista.
O deputado federal Domingos Sávio (PL-MG), vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), classificou a medida como um ataque direto ao agronegócio brasileiro. Segundo ele, o corte coloca em risco a produção de alimentos e pode gerar uma nova onda inflacionária nos supermercados.
Impacto direto no campo e no bolso do consumidor
O PSR é uma das principais garantias de segurança para produtores rurais. Com o subsídio, milhares de agricultores conseguem contratar seguros a preços viáveis, protegendo lavouras contra perdas por seca, granizo ou excesso de chuvas.
Segundo dados do Ministério da Agricultura, o bloqueio de R$ 354,6 milhões e o contingenciamento de outros R$ 90,5 milhões atingem mais da metade do orçamento previsto para o programa em 2025.
Domingos Sávio critica a incoerência do Governo Lula. “Enquanto o governo anuncia o Plano Safra com promessas de crédito, por outro lado desmonta instrumentos essenciais para o campo. É uma contradição inaceitável”, afirmou.
Risco de desabastecimento e inflação
O deputado mineiro enfatizou o risco de efeito cascata na economia. Segundo ele, a retirada de recursos do seguro pode desestimular o plantio, reduzir a oferta de alimentos e gerar aumento nos preços.
“Sem segurança, o produtor vai pensar duas vezes antes de plantar. O resultado é direto na mesa do consumidor: menos oferta e preços mais altos. A incompetência do governo vai parar na gôndola do supermercado”, alertou o parlamentar.
Reação política e mobilização ruralista
O tema já mobiliza a Frente Parlamentar da Agropecuária. Deputados e senadores buscam soluções para reverter a decisão. Uma das alternativas seria a recomposição orçamentária ou a aprovação de projetos de lei para garantir os recursos.
Domingos Sávio afirma que a bancada do PL está unida na defesa dos produtores rurais. Ele promete pressão constante sobre o Ministério da Agricultura e a equipe econômica.
“O seguro rural não é um favor. É uma necessidade básica para garantir a produção de alimentos no Brasil. Vamos lutar para que esse erro seja corrigido”, destacou.
Contradições em pleno Plano Safra
A polêmica surge logo após o anúncio do Plano Safra 2024/2025, que previa apoio financeiro ao produtor rural. Na prática, porém, o corte no Seguro Rural revela um cenário de insegurança para o setor agropecuário.
Além disso, especialistas ouvidos pelo Centro-Oeste Agora apontam que o impacto será ainda maior para pequenos e médios produtores, justamente os que mais dependem do subsídio para proteger suas lavouras.
Enquanto o impasse não se resolve, o clima entre produtores é de apreensão. O temor maior é que o corte afete diretamente a produção da próxima safra, aumentando o risco de escassez e pressionando ainda mais a inflação dos alimentos.






