Um episódio na tribuna da Câmara Municipal de Divinópolis virou alvo de uma denúncia rejeitada por unanimidade, por quebra de decoro parlamentar. O vereador Dr. Delano (PL) foi acusado pelos bolsonaristas e apoiadores do clã Azevedo, Andre Gomes, e Arthur Saturnin após um pronunciamento que os denunciantes consideraram ofensivo, com expressões de cunho sexual e misógino contra a vice-prefeita e a Secretária de Saúde, ainda conforme os acusadores, durante a reunião ordinária do Legislativo ocorrida na última quinta-feira (05).
A denúncia rejeitada, foi protocolada oficialmente na Casa Legislativa, requeria a cassação do mandato do parlamentar com base em diversos dispositivos legais: o artigo 40, inciso II, da Lei Orgânica do Município; o artigo 39, §1º, do Regimento Interno da Câmara; a Resolução nº 553/2019 (Código de Ética e Decoro Parlamentar), especialmente os artigos 10 e 12; e o artigo 7º, inciso III, do Decreto-Lei Federal nº 201/1967.
O Discurso Polêmico
Durante o uso da tribuna, Dr. Delano criticou a condução da saúde pública no município e sugeriu que o prefeito Gleidson Azevedo (Novo) estaria se articulando para disputar outro cargo em 2026, o que abriria espaço para a vice-prefeita Janete Aparecida assumir o Executivo. No entanto, a forma como fez a crítica gerou indignação.
Segundo os denunciantes, o vereador utilizou uma expressão de conotação sexual ao dizer que “vai ser até sem vaselina, mas vai ser gostoso”, referindo-se à possível condução da saúde pública por parte da vice-prefeita. Ainda durante o pronunciamento, ele citou a vereadora Ana Paula do Quintino (Avante) e a secretária municipal de Saúde, Sheila Salvino.
A denúncia contra Dr. Delano, alegava que tais declarações ferem a ética institucional, o decoro do cargo e o respeito devido às mulheres e ao ambiente legislativo. A fala interpretada como um ataque simbólico e institucional de caráter sexista, promovendo violência política de gênero e banalizando a seriedade do parlamento municipal.
Misoginia e Violência Simbólica
Os termos utilizados por Dr. Delano foram classificados na denúncia como “absolutamente inaceitáveis” e de “teor pornográfico”. O documento destaca que tais declarações ferem não apenas a moralidade do cargo, mas também a dignidade das mulheres citadas e o decoro parlamentar, exigindo uma resposta firme da Câmara.
O caso também levanta questionamentos sobre os pronunciamentos dos vereadores no plenário da Câmara, mesmo sob a imunidade parlamewntar no que tange a fala.
Arthur Saturnino
Arthur Saturnino se apresenta como responsável por uma “página de direita de Divinópolis”. Nela, afirma “desmascarar a hipocrisia da esquerda brasileira”. Além disso, parte do conteúdo direcionado a ataques contra lideranças políticas.
De acordo com o Portal da Transparência da Prefeitura de Divinópolis, Arthur atuou como estagiário de novembro de 2022 a fevereiro de 2023 período do atual prefeito Gleidson Azevedo, com uma bolsa de R$ 552,92 mensal.
Crítico à esquerda, ele também é beneficiário de programas estudantis do governo federal. Ele recebeu benefícios em 2016, 2017, 2023 e 2024. Ao todo, conforme o Portal da Transparência do Governo Federal, ele já foi favorecido com mais de R$ 30 mil reais em recursos federais.
Além disso, mais recentemente, ele está cadastrado no Programa Bolsa Permanência (PBP), destinado a bolsistas integrais do Programa Universidade para Todos (Prouni). Atualmente, ele recebe R$ 700 por mês do programa federal.
André Alves Gomes Mendonça
No perfil com pouco mais de 8 mil seguidores, André Alves, se apresenta como “suplente de vereador em Divinópolis” , dedicado ao “trabalho” pela cidade. André candidato derrotado a vereador nas ultimas eleições, mesmo contando com apoio do deputado Nikolas Ferreira e o senador Cleitinho Azevedo, e do prefeito Gleidson, teve pouco mais 900 votos.
Além disso, André também critica duramente a esquerda e usa suas redes sociais para atacar o presidente da República e parlamentares locais.






