Motoristas de transporte urbano de Divinópolis ameaçam paralisação na próxima segunda-feira (24)

Os profissionais querem R$ 3 mil reais de salário, mais R$ 500 de vale refeição

Publicado por: Redação Divinews

A negociação salarial dos motoristas urbanos de Divinópolis segue sem avanços e pode culminar em uma paralisação da categoria. Os profissionais reivindicam reajuste salarial. É preciso levar em consideração que também tem funções duplas, já que, há anos, exercem também o papel de cobradores, extintos das linhas de transporte coletivo.

As empresas que fazem parte do consórcio TransOeste que é liderada pela Trancid, justificam a impossibilidade de conceder o aumento pelo congelamento da tarifa urbana, que permanece inalterada há cinco anos. No entanto, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários e Urbanos de Divinópolis (SINTTRODIV) contesta essa argumentação, destacando que a Prefeitura tem subsidiado o serviço desde 2022. Os repasses já somam aproximadamente R$ 32 milhões, sendo R$ 11,5 milhões apenas em 2024.

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Hoje, segunda-feira (17), foi realizada a terceira reunião de negociação entre os representantes dos trabalhadores, empresas, Prefeitura e Câmara Municipal. Sem avanço, um novo encontro foi agendado para o dia 24 de fevereiro, poucos dias antes do Carnaval.

O presidente do SINTTRODIV, Erivaldo Adami, afirmou que as divergências entre as propostas da categoria e as apresentadas pelos empregadores tornam possível uma paralisação iminente. Ele destacou a falta de mão de obra no setor e a necessidade de valorização da profissão de motorista urbano.

Durante a reunião, o jurídico do Consórcio TransOeste, Dr. Glauco Ribeiro, reiterou as dificuldades financeiras enfrentadas pelo setor, atribuindo a crise ao congelamento da tarifa e ao aumento dos custos operacionais, como combustíveis, que tiveram alta de aproximadamente 80% no período. Segundo ele, sem uma contrapartida da Prefeitura, as empresas não conseguem conceder o reajuste salarial pleiteado pela categoria.

Por sua vez, a Prefeitura de Divinópolis, representada por Fernando Henrique, assessor do prefeito, reconheceu a necessidade de reajuste salarial e ressaltou que os subsídios municipais têm sido concedidos de forma regular. No entanto, afirmou que o cenário econômico continua desfavorável tanto para os trabalhadores quanto para as empresas.

Diante do impasse, Erivaldo Adami alertou que, caso não haja uma proposta satisfatória na próxima reunião, o sindicato poderá ajuizar um dissídio coletivo e convocar a categoria para uma paralisação.

A Prefeitura já publicou um decreto estabelecendo a manutenção e reajuste dos subsídios ao transporte coletivo, mas os representantes do setor econômico argumentam que o valor é insuficiente para equilibrar as contas das empresas. O Consórcio TransOeste se comprometeu a apresentar uma proposta até o dia 21 de fevereiro, antes da próxima reunião.

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Caso não haja avanço nas negociações, os motoristas urbanos de Divinópolis podem cruzar os braços, impactando milhares de passageiros que dependem do transporte coletivo diariamente.

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