A deputada estadual Lohanna França (PV) utilizou as redes sociais para responder às afirmações feitas pelo senador Cleitinho Azevedo e seu irmão, o deputado estadual Eduardo Azevedo, sobre o material didático utilizado no Colégio Militar Tiradentes, da Polícia Militar de Minas Gerais. Segundo os parlamentares, os livros contêm doutrinação político-partidária contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. No vídeo publicado, Eduardo Azevedo chegou a afirmar que Adolf Hitler era de esquerda e comunista, o que gerou ampla repercussão.
Lohanna iniciou sua crítica relembrando a icônica frase do ex-deputado Ulysses Guimarães, que, ao proclamar a Constituição de 1988, afirmou ter “ódio e nojo à ditadura”. Para a deputada, esse mesmo sentimento deveria se estender a atitudes e discursos como os feitos pelos irmãos Azevedo.
“Eu estava rolando um feed e me deparei com essa marmota”, declarou a parlamentar ao iniciar seu vídeo, deixando claro seu repúdio ao que considera falas irresponsáveis e desinformadas. Em seguida, ela rebateu diretamente a afirmação de Eduardo Azevedo sobre Hitler ser de esquerda, destacando que tanto o Museu do Holocausto da Alemanha, quanto a própria agência estatal alemã, já esclareceram que o nazismo era um movimento de extrema-direita.
Erro grosseiro sobre história
Além disso, a deputada pontuou que, na imagem utilizada por Eduardo Azevedo para ilustrar seu argumento, o político não apontava para Hitler, mas sim para Benito Mussolini, ditador fascista da Itália. “Eles realmente precisam ter contato com o livro didático para aprender alguma coisa”, ironizou Lohanna.
China e relações comerciais
Outro ponto abordado pela deputada foi a crítica dos irmãos Azevedo à relação comercial do Brasil com países como a China. Segundo Lohanna, essa é uma das principais parcerias comerciais do Brasil, sendo um mercado essencial para o agronegócio, setor amplamente defendido por Cleitinho e Eduardo Azevedo. “Vocês querem que o Brasil rompa relações com a China? Como é que vão vender grãos, carne bovina, carne de frango? Quem vai comprar? Vocês?”, questionou.
Rejeição ao revisionismo histórico
Lohanna França também criticou a tentativa de reabilitação do regime militar brasileiro, refutando a narrativa de que o golpe de 1964 teria salvado o Brasil do comunismo. Para a deputada, defender a ditadura não é patriotismo, mas sim revisionismo barato e de má-fé.
Ela lembrou que o regime foi marcado por tortura, assassinatos, estupros e perseguição a opositores políticos, destacando que recentemente o filme “Retratos Fantasmas”, que aborda as cicatrizes desse período, recebeu grande reconhecimento em festivais internacionais.
“É vergonhoso ter gente, depois da Constituição de 1988, ainda defendendo esse processo”, lamentou Lohanna, reafirmando que Ulysses Guimarães não apenas teria “ódio e nojo à ditadura”, como também às falas proferidas pelos irmãos Azevedo.
A repercussão do vídeo da deputada fortaleceu o debate sobre desinformação e manipulação histórica no ambiente político, ampliando a discussão sobre a importância de um ensino baseado em fatos históricos e não em narrativas distorcidas para fins ideológicos.
Para aprender, leia







Eles devem voltar a estudar,pelo jeito a burrice veio e parou
A deputadazinha esqueceu de falar da parte do livro que diz que o Lule foi condenado sem provas e que depois foi inocentado ….. kkkkkkkk