Entrevista: Cleitinho confirma disposição para disputar Governo de Minas e até a Presidencia da República; “se cair no meu colo, não rejeito”

Cleitinho avalia que presidente da FIEMG é um bom nome para ser seu vice

Publicado por: Geraldo Passos

O senador divinopolitano, Cleitinho Azevedo (Republicanos) em entrevista ao Divinews falou do seu início na política, o apoio aos irmãos. Um deles, eleito prefeito de Divinópolis eleito em 2020 e reeleito em 2024, com seu total empenho na campanha e o outro deputado estadual, Eduardo Azevedo eleito em 2022 na esteira do seu sucesso. Segundo o senador, o clã político se formou não por incentivo dele e sim por vontade própria de cada um, ele como irmão apoiou, “não podia ser diferente”, disse.  Provocado pelo entrevistador, respondeu pontuando que o jeito de ser  do irmão Gleidson e da vice, Janete Aparecida, pelo fato da existência de assédio moral aos servidores municipais no governo, “é preciso que todos evoluam. Eu evolui da época que era vereador para agora, como senaodr, e eles também precisam, assim como todos”, afirmou – Cleitinho falou ainda sobre sua provável candidatura ao Governo de Minas e  seu possível vice; abordou questões relativas ao STF; Alexandre de Moraes; Lula, Bolsonaro; Anistia; Arthur Lira; Pacheco; Silveira; dos supersaláriose, até mesmo sobre a Presidência da República, “se cair no meu colo, aceito”.

Cleitinho destacou que sua família tornou-se uma força política não por seu incentivo direto, mas por decisão própria de cada irmão. Gleidson Azevedo, prefeito reeleito de Divinópolis, e Eduardo Azevedo, deputado estadual, foram apoiados pelo senador. Ele também fez críticas ao estilo controverso do comportamento do irmão Gleidson e da vice-prefeita Janete Aparecida, quando o Divinews mencionou denúncias de assédio moral no Governo,  contra servidores municipais. “É preciso que todos evoluam. Eu evoluí de vereador para senador, e eles também precisam evoluir”, afirmou.

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Rebatendo o entrevistador do Divinews de que teria “sumido” de Divinópolis após eleger o irmão no primeiro mandato, Cleitinho citou obras e projetos que ajudaram a viabilizar, como a Usina de Asfalto e intervenções na infraestrutura urbana, entre outras realizações. “Sempre estive presente”, declarou.

O entrevistador, por decisão editorial, optou por não se aprofundar em questões específicas relacionadas à administração do Executivo local, entendendo que cabe à própria gestão fornecer os esclarecimentos necessários à população. Já que a reeleição significativa de Gleidson Azevedo, com 71,54% dos votos válidos,  evidencia uma ampla aprovação de sua gestão durante o mandato 2020/2024 por parte do eleitor.

Candidatura ao Governo de Minas em 2026

Quanto sua pretensão para 2026, Cleitinho Azevedo, ao contrário do ufanismo do irmão Gleidson Azevedo, que em entrevista disse que Ele [Cleitinho] será Governador de Minas. Ao Divinews, ele teve cuidado em não ser tão assertivo, mas não deixou dúvidas que seu nome está posto, na célebre frase política “Meu nome está à disposição”, acrescentado: “Se o povo quiser estou à disposição”. Quando perguntado como ele tem esse sinal do povo, respondeu: “É quando ando na rua. E tais sinais já existem, já existem incentivos do meu nome ao Governo de Minas”.

Questionado sobre a possível candidatura do professor Matheus Simões, nome apoiado pelo governador Romeu Zema, Cleitinho foi enfático: “Nunca precisei de Zema para me eleger, ele nunca esteve comigo, a prova é que ganhei para senador”, referindo-se ao fato de o governador ter apoiado Marcelo Aro, seu atual secretário de Estado da Casa Civil de Minas.

Flávio Roscoe – Presidente da FIEMG

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O senador avalizou como positivos os comentários de bastidores que têm circulado nos meios políticos, dando conta que o empresário, presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), Flávio Roscoe, possa vir a ser seu vice.  Segundo os rumores, Flávio seria para Cleitinho, o que José Alencar foi para Lula. lhe daria respaldo no meio empresarial. O senador disse ver com bons olhos o nome de Flávio. “Se fosse hoje, a três meses da eleição seria um excelente nome, aceitaria com maior prazer, um “cara” com credibilidade, que tem competência. Vai me ajudar também, porque você não governa um estado sozinho. A experiência dele na área administrativa empresarial me ajudaria bastante. Se faltassem três meses das eleições, eu faria esse convite para ele sim, com o maior prazer”, confirmou o senador, concordando com os comentários de que Flávio poderá de fato ser seu vice na chapa.

Ao ser questionado sobre  Nikolas Ferreira ao governo de Minas, Cleitinho disse que é  direito do colega, mas lembrou que estão em partidos diferentes e ele não pretende sair dos Republicanos, apesar de convites para se filiar ao PL. Porém, Bolsonaro já demonstrou ter preferencia por seu nome para concorrer.

O senador deu uma informação do que ele escuta no Congresso, de que pela vontade de Pacheco, ele não seria candidato. Contudo, é o PT, o Lula, quem quer que ele, Pacheco, dispute Minas. Circula no meio político que, Pacheco quer mesmo é ser ministro do TCU (Tribunal de Contas da União). Cleitinho acrescentou:  “Pacheco deseja ser ministro até do STF”.  Quanto Alexandre Silveira, o senador afirmou que o respeita, que ele é ministro e precisa trabalhar em conjunto, em benefício da população. Não explicitou preferência de enfrentamento nas urnas em 2026.

STF – ANISTIA

O senador diz que o Judiciário, o Superior Tribunal Federal – STF, extrapola passa por cima das atribuições que competem ao Congresso. Quem tem de legislar são os representantes do povo. Citou como exemplo a questão das redes sociais, referindo-se ao julgamento do Supremo sobre a responsabilização das redes sociais por conteúdos criminosos publicados por seus usuários, ou seja, o Marco Civil da Internet. “Quem tem que olhar isso somos nós. Depois é papel deles julgarem se é ou não constitucional ou inconstitucional”.

Cleitinho é favorável a anistia dos que participaram do 8 de janeiro. Contudo, faz algumas ressalvas, a primeira é que sejam condenados só os que participaram efetivamente do quebra-quebra, e a segunda é quanto a pena aplicada. “mais 17 anos? é uma pena muito longa, é muita coisa”, disse o senador, que anteriormente questiono o fato do petista José Dirceu, que segundo ele “roubou” está solto. Em resposta a pergunta do Divinews da investigação da Polícia Federal, em que Moraes levantou o sigilo e o Golpe de Estado foi descoberto, até mesmo com a absurdo aniquilamento de Lula, do próprio Moraes e Alckmin, Cleitinho disse que “se provar que foi verdade. A gente que é cristão não quer matar ninguém. Nem um inimigo” não apoia em hipótese nenhuma a violência, de quem quer que seja, por qualquer motivo.

Pablo Marçal

“A direita cobra liberdade de expressão, e eu tive a escolha de apoiar o Pablo Marçal, é um direito que tenho”, afirmou o senador que no primeiro turno das eleições para prefeito da cidade de São Paulo, em detrimento de Ricardo Nunes, que estava mais ou menos sendo apoiado por Bolsonaro.

Salário mínimo e supersalários

Em seu discurso usando a Tribuna do Senado na última quarta-feira (04), criticou o pacote de gastos presentado pelo governo ao Congresso Nacional na semana passada, e se posicionou contra a possibilidade de congelamento do salário mínimo. Defendeu a redução salarial dos parlamentares.

Cleitinho apresentou uma PEC determinando o fim dos supersalários no serviço público. O senador se indignou falando sobre os gastos normais de sobrevivência dos trabalhadores que ganham salário mínimo, diante dos supersalários.

Quando o editor do Divinews citou os salários e os benefícios, tanto dos Executivos e Legislativo, destacou também o absurdo dos ganhos dos militares, cheios de benefícios e benesses, que a aposentadoria se estende até mesmo para as filhas solteiras, além dos altos salários da Magistratura e Ministério Público, Cleitinho sem entrar no mérito, respondeu que todos estariam sob a PEC do fim dos supersalários.

Citou o exemplo de um servidor de um determinado órgão governamental, que ele não lembrou o nome, que chegou a receber um salário de quase um milhão de reais. “Enquanto um trabalhador ganha mil e quinhentos reais. É preciso mudar isso”, completou dizendo que cortaria na sua própria carne, diminuindo o número de assessores, entre outros cortes, desde que todos o fizessem. Completou afirmando que abriu mão de um plano de saúde vitalício, que todos os senadores tem direito, e é extensivo aos familiares.

Apoio – candidato ao Senado

Confirmando o que o Divinews já havia noticiado anteriormente, de que o deputado federal Domingos Sávio é um potencial candidato ao Senado, segundo a vontade do própio, em uma conversa que teve com o Divinews.  Cleitinho confirmou que sim, já teve conversas neste sentido com Domingos,  e que ele o apoiaria.  Assim como Euclides Pettersen, também deputado federal. “Vamos supor que eu seja eleito governador, o meu suplente é de Governador Valadares. Querendo ou não a gente perde o Senado (referindo-se à Divinópolis). Imagina a gente ter um governador e continuar a ter um senador. Como não é bom para Divinópolis e toda região? É excelente.”

Arthur Lira – Engavetador de projetos do Senado

O senador Cleitinho Azevedo foi bem ácido nas criticas ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. No entendimento de Cleitinho, as matérias que chegam da Câmara para serem revisada no Senado, logo são pautadas pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco. Ao passo que as matérias do Senado ao chegar nas mãos de Lira, ele engaveta. “Esse semana mesmo aprovamos vários projetos das Câmara. Que democracia que é essa? Nós aprovamos os deles e eles não aprovam os nossos. O meu projeto do IPVA foi aprovado em abril no Senado e está lá engavetado. Chega lá os deputados pedem vista”. O senador tem a expectativa que o candidato a Presidência da Câmara, Hugo Mota, que é do partido dele,  vença a eleição. “Se Deus quiser não teremos mais problema”.

Sucessão no Senado

Quanto a presidência do Senado, diz Cleitinho que o único nome que ele ouve falar é do Davi Alcolumbre, que é do União Brasil, E que a direita ainda não lançou um nome, pois no entendimento de Cleitinho, Davi é centro. Chegaram a perguntar a ele por que razão  não lança  seu nome como candidato da direita a presidente do Senado. “Eu ganho para ser presidente do Senado? Então por que vou perder meu tempo com isso?”

Presidência da República

Cleitinho Azevedo falou que até mesmo a Presidência da República ele não descartar, se cair no colo dele, ele não foge a responsabilidade e explicou: “Deixa eu explicar o que aconteceu comigo para o Senado. As vezes para Presidência também pode acontecer, é questão de possibilidade. Estão vendo que vem agora a final do Campeonato Brasileiro. Atlético tem a possibilidade de cair. São varias variáveis, varias combinações que faria ele cair. Então o que pode acontecer também daqui a um ano e meio, são as combinações. Vamos supor que Bolsonaro continue inelegível. E o Tarcício de Freitas, não quer disputar, ele queira continuar como candidato a reeleição em São Paulo. Aí começa a fomentar. Não quer dizer que eu vá ser. Aí pode ser que caia no meu colo”

Relação com a grande mídia

Cleitinho, ao ser indagado sobre o por que de não aparecer na grande midia nacional, como exemplo, a Globo News, que tem como linha editorial principal a cobertura política, E ele  nunca ter sido pautado, mesmo quando levanta pronunciamentos polêmicos e controversos no plenário. O parlamentar respondeu que não é só a Globo, os demais também não o chamam. “Não é vitimismo não, mas esse era o momento deles entrevistarem um que é de direita, que sou eu, para falar sobre a escala 6 x 1. Mas tá bom, continua assim. Fizeram isso comigo, quando vereador, deputado, e eu virei senador. Continuem assim que viro governador e presidente, aí vão ter que pautar”, insinuou.

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  1. Paulo José disse:

    É sempre assim, a pessoa quando é doente da cabeça, pensa que pode ser tudo na vida.

  2. Gustavo disse:

    Eu serei o primeiro a mudar pra bem longe desse país

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