Cleitinho Azevedo, senador eleito pelo PSC, nem assumiu e segue colecionando momentos constrangedores e provando não ter o menor preparo para o cargo que vai ocupar a partir de janeiro. Durante uma entrevista ao jornal Estado de Minas ele novamente apostou o discurso populista recheado de clichês, insistiu em apelar para a história sobre a infância pobre, mas mostrou que ainda nem sequer sabe como o sistema político funciona – Tinha agenda marcada em Brasília, mas não sabia o que era, fez foi gaguejar e esperar o socorro de seus assessores – Em síntese para para a receita que até então está dando certo, “fiscalizar”, já que o restante do seu conteúdo é muito pobre. Ou melhor, não existe.
O senador eleito por Minas Gerais foi entrevistado por jornalistas do Jornal Estado de Minas e teve a oportunidade de justificar os votos que recebeu e mostrar que merece confiança que os eleitores depositaram nele. Mas o que se viu foi uma sequência de falas teatrais, já conhecidas no estilo “tik-toker” de Cleitinho. Famoso por apelar para frases de efeito, buscando criar polêmicas e cativar o gosto das pessoas, Cleitinho disse, logo no início da entrevista, que apesar de ser opositor ferrenho de Lula, está disposto a apoiar propostas do presidente, ainda que isso desagrade o partido. Ao ser questionado se ele iria ignorar a tradição de seguir a orientação da legenda, Cleitinho disparou: “Partido não manda em mim, muito menos esse. Nunca pedi nada para partido. Quem manda em mim é o povo. Não mudo meu posicionamento. Quero que todos os partidos se explodam, inclusive o meu”.
Era visível o fato de que Cleitinho estava pensativo e bastante inseguro nas respostas. Tanto é que diversas vezes ele “pagou mico” ao pedir ajuda aos assessores para conseguir responder às perguntas dos jornalistas, mesmo sobre assuntos banais e nada complexos. Foi o que aconteceu ao ser questionado sobre a viagem que ele vai fazer a Brasília. “Eu tenho duas reuniões com ministérios, para tratar questões de saúde e infraestrutura, na condição de deputado. Uma questão que é da saúde é um cadastramento que tem para dentista, para cadastramento lá da cidade de Divinópolis. E infraestrutura é uma questão das auto-escolas”, disse o senador eleito de forma evasiva, sem segurança para dar maiores detalhes. Quando os jornalistas quiseram saber mais detalhes sobre o tema das reuniões em Brasília, Cleitinho passou vergonha. “Meu assessor é que marcou. Qual que é a demanda das autoescolas?”, perguntou o futuro senador no meio da entrevista. Diante da “ajudinha” do assessor, Cleitinho tentou concluir o raciocínio, e se justificou. “Eles levaram essa demanda para minha assessoria e minha assessoria marcou as reuniões. Mas ainda vou sentar com minha assessoria para a gente poder pautar as reuniões e eu ir lá amanhã”. Cleitinho mostrou que não entende o trabalho que faz, nem sabe direito qual o papel dele. Não correspondeu ao mínimo que se espera de um político, que se diz um legítimo representante do povo parar honrar o salário que recebe. Mesmo totalmente “perdido” à respeito do trabalho, Cleitinho disse que tem a meta de apresentar pelo menos cinco projetos por ano no Senado. Mas durante a entrevista, despreparado, só conseguiu falar sobre dois temas, sem nenhuma novidade, já que são pautas que ele já apresentou como deputado estadual na Assembleia Legislativa, ou seja, um projeto sobre taxas e licenciamento e outro sobre licitações de produtos considerados de luxo.
Outro ponto curioso na fala de Cleitinho durante a entrevista foram as duras críticas que ele fez aos políticos brasileiros, mais uma marca registrada do senador eleito, que se diz contra os privilégios da classe e afirma que os políticos não podem defender interesses pessoais. Mas na prática o entendimento de Cleitinho sobre esses benefícios parece ser outro, já que depois de eleito, se dedicou a puxar os irmãos para a política e trabalhou bastante para eleger o irmão Gleidson Azevedo, prefeito de Divinópolis, e o irmão Eduardo Azevedo, deputado estadual eleito. “Não estou dizendo que sou perfeito, mas tinha que ter 513 Cleitinhos lá (na Câmara dos Deputados) e 80 senadores Cleitinhos”, disse ele na entrevista.
Defensor ferrenho de Bolsonaro, que se orgulhou por literalmente andar na garupa do mito durante a campanha, Cleitinho disse que “político não pode ser idolatrado”. Mas não foi bem isso que ele fez ao pedir votos para Bolsonaro. Cleitinho, como de costume, também insistiu em frases clichês, como ao dizer que vai ser “empregado do povo”. E também tentou sensibilizar os jornalistas, ao novamente falar que é filho de verdureiro e que veio de uma infância humilde em Divinópolis. “Eu sou 100% povo”, disse Cleitinho.
Durante quase 1 hora de entrevista, Cleitinho em vários momentos mostrou não ter se preparado nem para a conversa com os jornalistas e muito menos para o trabalho em Brasília. Ele confundiu nomes de Ministérios e disse não conhecer propostas já divulgadas pelo vice-presidente eleito Geraldo Alckmin e que foram citadas pelos jornalistas. “Vou me preparar e te respondo depois”, disse ele durante um dos momentos constrangedores da entrevista.
Já na reta final da entrevista, Cleitinho voltou a cair em contradições ao falar sobre Fake News. Após alguns momentos de fala acalorada, tentando conquistar a admiração dos eleitores, Cleitinho disse que se orgulha em não ter tido problemas com a justiça eleitoral por compartilhamento de notícias falsas, mas mentiu sobre um vídeo que ele postou na internet acusando Lula de estar ligado ao Satanismo. Uma notícia falsa, que foi desmentida pelo presidente eleito, mas que ainda assim, é tratada como “verdade” pelo futuro senador. Cleitinho também tentou defender Nikolas Ferreira, deputado federal eleito, que teve as redes sociais suspensas após compartilhar vídeos questionando o resultado da eleição. Mesmo sendo questionado pelos jornalistas sobre a necessidade de aceitar o resultado legítimo das urnas, Cleitinho preferiu apoiar quem segue criando acusações, infundadas, sobre o resultado da votação.
Cleitinho também precisou recorrer aos assessores para responder aos jornalistas sobre o valor que ele gastou durante a campanha, R$ 600 mil. E finalizou dizendo como pretende atuar. “Eu quero muito atender quem chora mais e eu acho que o Norte de Minas e o Vale do Jequitinhonha choram mais”, disse o futuro senador de Minas Gerais.
O “ponto alto” da entrevista, após o Divinews ter visto o conteúdo de um vídeo que até então estava perdido na internet, é quando Cleitinho repetindo a sua postura de ferrenha oposição a Lula, para agradar a Bolsonaro e os bolsonaristas, como conseguiu e foi eleito senador, é quando ele diz, reforçando o seu eterno bordão de fiscalizar, por não ter mais profundidade de ir além disso: “Pra mim o maior projeto que a gente tem é acabar com o desperdício do dinheiro público e a corrupção, se faz isso fiscalizando. E esse governo que está entrando agora e tai aí para todo mundo vê qual é o passado dele, o que ele fez. Então vai caber a mim é fazer muita fiscalização – Porém em pronunciamento feito por ele na Câmara de Vereadores de Divinópolis, Cleitinho após a prisão de lula teceu muitos elogios ao então ex-presidente e agora futuro. Dizendo que Lula foi um dos melhores presidentes que o Brasil teve, que foi um divisor de águas, antes e depois do Lula.
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Se perguntar pra esse carinha ai quem foi Ruy Barbosa, ele deve responder assim: uai , nao to lembrado. onde fica o buteco dele?
O povo tem o governo que merece! Principalmente a péssima administração executiva e legislativa que Divinópolis tem. A pior da história. 👏👏👏👏👏