Por Vitor Costa: “Mas e o Galileu? E o Lula hein?”


Ao ler os comentários dos posts de críticas ao governo municipal e federal, encontramos vários eleitores que se prontificam a defender seus representantes com indagações: “Mas e o e prefeito Galileu, e o ex-presidente Lula? Quem é você para cobrar isso? Perdeu a Mamata? Numa forma desesperada de diluir a cobrança feita a atual gestão.

Em sua maioria, tal argumentação é rasa, e em casos frequentes parte para ofensas ao autor da cobrança, e até mesmo ao veículo de informação. Se tratando de uma necessidade de desqualificar a pessoa do denunciante, já que não é possível desqualificar a crítica, por ser legítima.

Tal comportamento tem nome, é conhecido no latim como “Tu quoque”, que no português prático se aproxima de: “Mas e você que…”, consiste em tentar dissipar a culpa e minimizar o próprio erro ou de quem você quer defender, apontando algo do outro. Essa prática é antiga, e ficou conhecida durante a guerra fria entre Estados Unidos e União Soviética, principalmente nas décadas de 50 e 60, durante a ditadura de Josef Stalin, ao ter seu regime questionado, a resposta era: “tá, mas nos EUA eles matam negros” o que realmente era uma verdade, pois o país passava por uma onda de linchamentos movidos pelo racismo, mas em momento algum era uma justificativa aos erros de Stalin, essa estratégia era usada por ambos os lados, que só apontavam o erro do outro e nada melhoravam.

No Brasil, Paulo Maluf dominava a técnica de responder um argumento com críticas negativas ao seu autor (argumentum ad hominem), e com isso seus espectadores iam ao delírio com essa espécie de “lacrada”, tal prática tem se tornado cada vez mais frequente, agora não só usada pelos próprios governantes, mas também pelos seus apoiadores, que blindam seus “mitos” de todas críticas da oposição.

Quem sai na desvantagem como sempre é a população, enquanto pensa que o atual político não deve ser cobrado ou comparado a um governo melhor, seja de outro país ou de uma cidade vizinha. Alegando que o líder do executivo anterior não foi cobrado o suficiente e que ainda é muito cedo para exigir algo, o mandato acaba, o desemprego aumenta, a inflação no Brasil sobe, e Divinópolis segue cheia de buracos.

É com muita honra que anunciamos Vitor Costa como colaborador do Divinews.

Vitor é um divinopolitano de 23 anos, tem formação técnica e bacharelado em Administração de Empresas, pós-graduando em marketing político e comunicação eleitoral, militante da JPT, ativista LGBTQIA+ e aluno de política na Escola de Líderes de Laiz Soares. Há sete anos trabalha como analista financeiro no setor privado, e possui cursos complementares nas areas de liderança, gestão de pessoas e comunicação.

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