O Ministro das Comunicações, Hélio Costa, passou por cima da determinação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome em sua visita a Divinópolis para apoiar a candidatura de Galileu Machado (PMDB). Em nota oficial divulgada na semana passada, o Ministério informou que a utilização do Programa Bolsa Família para pedir votos configura crime eleitoral (leia).
Sem se preocupar com a nota do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, na quinta-feira Hélio Costa esteve em Divinópolis para apoiar a candidatura de Galileu Machado (PMDB) à sucessão municipal. Nos seus discursos, entrevistas e publicidade eleitoral, o Bolsa Família foi um dos primeiros programas sociais do governo federal usado por Hélio Costa ao pedir votos para o candidato do PMDB.
Hélio Costa afirmou que Galileu é do PMDB e o partido tem seis ministros no governo Lula, numa tentativa de ligar o candidato ao presidente Lula. Além disso, Hélio Costa ainda fez questão de usar todas as obras realizadas no município nos últimos anos com verba federal, para pedir votos em favor de Galileu, afirmando que ele teria o apoio do presidente Lula.
Quanto ao Bolsa Família, Hélio Costa quis ligar o programa federal à Galileu Machado, através do assistencialismo executado pelo governo do PMDB entre 2001 e 2004 na prefeitura de Divinópolis.
Nem mesmo o ministro Luiz Dulcci, que é do PT e fala em nome do presidente Lula, usou o Bolsa Família para pedir votos em favor do candidato do PSC, Marcos Vinícius, durante sua visita a Divinópolis. Dulcci, sim, poderia falar em nome do presidente Lula, ao contrário de Hélio Costa, que está ministro do governo Lula apenas a título de barganha, para que o presidente possa ter respaldo do PMDB no governo. O partido, que depois da morte de Ulisses Guimarães se transformou no maior oportunista do país, não perderia, jamais, a oportunidade de usar levianamente o nome do presidente em uma campanha eleitoral.
Galileu Machado já perdeu 13 minutos e 28 segundos no programa eleitoral da TV. Se houver nova ação, ele poderá ser punido outra vez e, desta feita, pode também ser acusado de crime eleitoral, colocando em risco até um futuro mandato, caso vença as eleições.
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