ELEIÇÕES 2020: Laíz Soares, a divinopolitana que diz querer quebrar paradigmas do “coronelismo” político de Divinópolis; “Galileu não será reeleito”


O Divinews em live realizada na última quinta-feira (06), com a pré-candidata a prefeita de Divinópolis, Laíz Soares (SD), que embora tenha passado alguns anos trabalhando em Brasília como assessora da deputada Tabata Amaral (PDT), afirmou nunca ter perdido o contato com a cidade e os problemas que afligem a população. Segundo ela, Divinópolis precisa mudar! Mas, mudar para melhor, e não mudar por mudar. E que ela mesmo sendo nova de idade, como alguns a adjetivam pejorativamente como “menina”, tem capacidade de gestão, pois se preparou para isso.  Entende que é preciso uma grande reforma administrativa, um choque de gestão na Prefeitura, e conseguir “fazer mais, com menos e abrir a cidade para investimentos externos, com uma equipe competente para isso, colocando as pessoas nos lugares certos, aproveitando o talento de cada um. Avalia que Divinópolis pode muito mais do que tem apresentado, e que o seu sonho é que a cidade economicamente seja parecida com as grandes do interior paulista. Contudo, sem perder suas características históricas. Ela pensa que um dos caminhos para o município são as startups.

Laiz, ao contar sua história, afirmou que sua família não pertence a elite da cidade, e que suas origens são simples, do bairro LP Pereira, seu pai trabalhou na empresa Divinópolis Calçados, como vendedor, depois foi ser representante comercial. Seu avô foi pedreiro e pipoqueiro no Niterói. Estudou no Miguel Couto, na Escola São Francisco de Assis e fez um ano no Colégio Integral. Contou que é trabalhadora, “rala” muito. Já foi vendedora de loja em Divinópolis. Declarou também que sua família, e ela são religiosos e professam a fé católica.

A pré-candidata a prefeita de Divinópolis diz que ficou pouco tempo fora, que saiu para estudar assim como muitos jovens fazem e no passado faziam mais. Se formou em Relações Internacionais. Refutou que seja turista em Divinópolis, por que no tempo que ficou fora estava sempre em Divinópolis junto aos seus familiares e em contato com os problemas da cidade.

Mesmo sendo ainda uma pré-candidata Laíz Soares, diz estar se antecipando as convenções que ocorrerão na primeira quinzena de setembro, e já está construindo o seu plano de governo, caso seja confirmada como candidata de fato após as convenções partidárias. E quanto ao reajuste da planta genérica de valores do IPTU, foi taxativa em dizer que deseja que haja justiça social e que vai comprar briga com a elite da cidade por isso.

Expôs na live que prefere o termo “a boa política” do que a “nova política”, pois nem sempre os mais novos representam “a boa política” assim como os mais velhos “são a velha políticas”.

Manifestou que um bom governo, e assim ela vai fazer, se de fato se transformar em candidata e eleita for, tem que ouvir as pessoas capacitadas e ter como exemplo casos de sucessos de outros municípios. E ainda que “uma pessoa por conhecer cada buraquinho da cidade, não significa tal pessoa tenha capacidade de gestão”.

Foi taxativa ao dizer que sua pré-candidatura a prefeita não é com o intuito de no futuro, durante as convenções, tentar negociar qualquer coisa que seja, para se viabilizar talvez como vice ou mesmo para catapulta-la para uma eleição em 2022. “Sou pré-candidata a prefeita de Divinópolis e em breve vou apresentar o meu vice”.

Quanto a pulverização de votos, pela existência de “muitos” candidatos e isso facilitar a reeleição do atual prefeito Galileu Machado, por ele, em tese, ter um eleitorado fiel entre 20/30 mil votos, como é falado por muitos do meio político. Laíz Soares afirmou não acreditar nisso. Pois, segundo ela, cada eleição é uma eleição diferente, e o momento é histórico, é de mudanças. O povo quer isso, quer mudança, quer a quebra de paradigmas, sair da mesmice. A pré-candidata disse ainda que, as eleições em 2018 demonstraram que: “todas as formulas e estratégias que se sabia até então foram jogadas no lixo, mudou tudo com as redes sociais. Que começou com as gigantescas manifestações de 2013”, e seguiu: “A população está impaciente com a política antiga, a política tradicional”.

Prefeito Galileu Machado

Laíz, foi contundente em sua análise sobre a entrevista que o prefeito Galileu Machado concedeu na manhã da última quinta-feira (06), na Rádio Minas, disse ela: “Eu vi a entrevista dele, ele falando que de agora até o final do ano ele vai governar para fazer tudo que ele não fez em 4 anos. Por um milagre, por coincidência liberaram as verbas e agora tudo será feito”, e de forma categórica prosseguiu: “Acho que o povo não é bobo, que não vão entender que Galileu deixou a cidade abandonada, esburacada detonada e agora você vem me pedir votos. Me respeita né!”

“Galileu está achando que ele está garantido, está fazendo um monte de dividas por que acha que ele é quem vai governar ano que vem. Eu tenho certeza que Galileu não será reeleito, aconteça o que acontecer”.

Finalizou o assunto afirmando com firmeza que Galileu Machado tem uma grande rejeição. E que é um pensamento coronelista achar que só a turma de sempre pode ser candidata. “Dizem que minha candidatura vai reeleger o Galileu, pelo amor de Deus!!! Me poupe, né!”. Avaliou que as pessoas estão cansadas, que está na hora de uma mulher. E que por onde ela tem andado, tem tido aceitação.

“As pessoas querem mudanças, elas estão abertas a isso. Tem outros candidatos que também acham que já estão eleitos”, afirmou, recordando as eleições de 2018, o caso do agora Governador de Minas, Romeu Zema, que no início da campanha chegaram a fazer piada pelo fato dele ser candidato, disputando com os ex-governadores Fernando Pimentel e Antônio Anastasia. Zema venceu os dois. Na ocasião chegaram a chama-lo de “capiau, roceiro”

Partidos

Laíz respondendo a uma pergunta do Divinews sobre os partidos e suas mazelas de envolvimento dos seus líderes com a corrupção. Entretanto, não existe possibilidade de disputas eleitorais independentes sem filiação partidária. Ela afirmou que ficou “pasma” quando começou a conhecer os bastidores da política. Que não é igual as pessoas pensam que basta escolher um partido e entrar. “Você tem que ir para um partido onde encontra apoio. Por isso sou grata ao solidariedade por que me dá liberdade total”.

Print Junior

Sobre a versão unilateral que circulou nos meios políticos de que o partido Solidariedade havia “puxado o tapete” do vereador Print Junior. Laíz disse ter sido ótimo que o Divinews tivesse levantado o assunto na Live, pois lhe deu oportunidade de explicar, que não foi da forma contada pelo Líder do Governo na Câmara. Ela contou que tentou uma aproximação com o vereador pelo menos em umas três reuniões. Tentando convencê-lo do projeto dela ser candidata a prefeita.

“Eu acho que fui até ingênua, ele já era líder do Governo, era um cara que já tinha um monte de acordos, cargos e sei lá…milhões de coisas com o governo atual. Ele jamais largaria tudo isso para apostar em uma inovação, uma forma diferente de fazer política. Eu tentei convencer ele, e ele se mostrava cético e até meio irônico”, explicou Laíz.

“Ele achou que eu era uma menina sem noção, louca, despreparada, que estava falando um monte de coisas, ele não acreditou. Mostrei para ele o barco do futuro, da inovação e ele não quis, queria continua em um barco que estava afundando – Ficou lá agarrado no barco com os carguinhos dele, com as coisinhas que eu via ele lá conversando sobre cargos. Enfim, ele me desdenhou”, explicitou a pré-candidata sobre os cargos de Print Junior no Governo de Galileu Machado.

Segundo Laíz, O líder do Governo Galileu, o vereador Print Junior, só acreditou que o projeto do Solidariedade para Divinópolis era sério quando ele foi conversar com o presidente Estadual do Partido, o deputado federal Zé Silva.

“Ele então me ligou dizendo que não ia ficar no partido. Eu até achei legal ele ter tido essa atitude dele ligar. Mas 2 minutos depois ele estava em todas as mídias falando que eu era o cão chupando manga, eu era a algoz da situação e ele a vítima”, assim Laíz encerrou o assunto.

Considerações finais

Finalizou a live dizendo ter coragem e preparo o suficiente para enfrentar a difícil situação de Divinópolis, tem experiência de gestão suficiente para isso. E ainda que o seu sonho é ser prefeita de Divinópolis: “Sonhar grande dá o mesmo trabalho de sonhar pequeno”.

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