Governo de Minas cogita protocolo de lockdown para municípios


Com o pico da pandemia previsto para o dia 15 de julho em Minas Gerais, o Governo Estadual estuda em um protocolo de lockdown para municípios mais afetados. “Há cerca de dez dias, começamos a criação do protocolo para lockdown, que esperamos não usar. Não é para o Estado todo, mas estamos desenvolvendo, junto com a polícia, a Defesa Civil e os bombeiros, o que deveria acontecer caso houvesse necessidade de restringir as atividades e o nosso ir e vir de forma mais efetiva do que a onda verde do programa Minas Consciente”, explicou o chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Saúde (SES), João Pinho.

A onda verde do programa Minas Consciente, em que apenas Santo Antônio do Monte aderiu no Centro-Oeste, estabelece abertura apenas das atividades essenciais no momento.

Como tem sido recorrente nas últimas coletivas de imprensa da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), Pinho lamentou que nem todos os municípios tenham aderido ao programa Minas Consciente. “Infelizmente, vemos que alguns municípios não seguiram nossas orientações e fizeram suas decisões sobre flexibilização de atividades econômicas. Entendemos que é prerrogativa deles e que os municípios têm autonomia, mas alguns movimentos, infelizmente, não foram suficientes e vemos aceleração da pandemia”, salientou.

Na quarta-feira (17) o secretário geral do Governo de Minas, Mateus Simões, chegou a dizer que responsabilizava os prefeitos pelo aumento de casos da Covid-19 em parte do estado.

Contudo, ainda não há informações se o Estado poderia obrigar os municípios a entrar em lockdown ou se apenas as cidades que aderiram ao programa do estado. “Quando falamos na possibilidade do lockdown, é por municípios. Não conseguiríamos, se fosse necessário, fazer lockdown no Estado inteiro, até porque cada região tem seu comportamento e sua situação. Já regiões melhores que outras, hoje. O protocolo terá foco no município. Acompanharíamos e, caso fosse necessário, esse protocolo viria a ser efetivado”, disse Pinho ao Jornal O Tempo.

A preocupação do Governo de Minas se deve ao aumento os percentuais de ocupação de leitos no estado, em que passou de cerca de 72% para 88%. Lembrando que nem todos os leitos são ocupados por pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19.

Para o secretário adjunto de Saúde, Marcelo Cabral, a alta é atribuída ao aumento de circulação de pessoas pelo Estado. “Vemos aumento do movimento das pessoas nas ruas e isso, natural e infelizmente, acaba fazendo com que os índices da Covid-19 aumentem. Observamos também que isso acaba ocasionando outros problemas que também necessitam de leitos de UTI”.

Fonte: Jornal O Tempo.

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