Não é de hoje, que mistura-se a naturalidade das pessoas com suas artificialidades. É natural o encantamento presencial por aquela garota na balada, quando ela se mostra autêntica em seus modos e gestos naturais. Mas, quando a artificialidade aparece nas redes sociais com maquiagens e sorrisos falsos, fica difícil suportar, e a coisa se transforma em frustração – Na política é a mesma coisa. Encontramos pessoas, realmente bem intencionadas em suas propostas pela natureza de sua vida e intenções. A frustração acontece quando os compromissos não são realizados por influências de terceiros, e outras de todas as espécies
Em Divinópolis, tudo acontece como num macabro laboratório. Um mercado negro, onde Assessores Especiais e Secretários (as) desviados (as) de suas pastas originais, mandam mais que um prefeito escolhido no voto popular. Galileu Teixeira Machado não foi apenas eleito. Ele recebeu dos divinopolitanos a maior votação da história da cidade e isso tem uma boa razão: quem conhece a história de Divinópolis, conhece a história de sacrifícios e muito trabalho do prefeito. Talvez, alguns dos mais ferrenhos críticos, sejam políticos ou não, deveriam pensar e pesar, que são mais de 86 anos de vida e ajudá-lo a pensar nele próprio.
Rinaldo Valério foi eleito na mesma chapa e nenhum outro político da cidade conhece tão bem Galileu e seus projetos, do que seu vice-prefeito. Tanto é que, Galileu e Rinaldo participaram de campanhas, em 2012 e 2016. Imaginamos, que essa ideia incomoda os planos de muita gente, que o cerceiam e não o deixam entrar no núcleo central do poder. Mas, esquecem-se que na ausência do titular quem assume é ele, Rinaldo Valério e não assessor algum e Secretario nenhum.
Foi Galileu (sim, o mesmo que hoje recebe todas as críticas) quem construiu as escolas municipais, conjuntos habitacionais, pontes e viadutos, asfaltou e recapeou ruas e avenidas, homologou novos loteamentos, atuou loucamente para uma saúde mais eficiente e cuidou das ações sociais em todos os níveis.
Mas, isso foi no passado. E hoje, por várias contingências, sendo a principal financeira, Divinópolis está largada ao caos não é mesmo? Sim, é verdade! Esse é o preço que se paga por deixarmos as artificialidades ocuparem o lugar da natureza das pessoas, suas vocações naturais.
Artificial é encontrar uma gestão contaminada pela vaidade de assessores e secretários (as) que querem, a qualquer custo, usufruírem da natureza que fez de Galileu Teixeira Machado um prefeito realizador de obras.
Vejamos, então: Divinópolis tem algumas de suas Secretarias ocupadas por gente designada por influências absolutamente políticas, tirando a natureza pública e seus deveres elementares de qualquer possibilidade de atuar.
Temos uma Secretaria de Administração, que ao invés de administrar, atua como meros espectadores de palpites externos e gratuitos nas Secretarias alheias. Não vimos, até o momento, qualquer programa de gestão proposto em campanha ser implantado, exceto a pseudo “Reforma Administrativa” que modificou terminologias de alguns cargos e criou um ou outro novo, além de modificar artigo da lei que passou ao largo do crivo do Legislativo.
Ou alguém viu a COPASA ser enfrentada com coragem, ou os pequenos produtores rurais serem apenas recebidos na prefeitura, para fazerem suas reinvindicações? Já viram alguma obra pela paisagem da cidade? E o hospital regional, que seria transformado em hospital universitário com verbas de ministérios e iniciativa privada? Cadê o Desenvolvimento?
O que vemos, na verdade, é o reflexo de uma competência artificial preocupada com comentários em redes sociais. Acompanhamos um secretariado nadando na mediocridade de selfie e comentários, isolados nas acusações promovidas pela Câmara Municipal.
Aliás, como tem desleais no Poder Legislativo, não é mesmo? Este editorial tem como proposta fazer com que todos os cidadãos, os conscientes, os que são sensíveis ao que a natureza nos oferece. Falamos da natureza de personalidade e postura de homem público. Falo da natureza de um homem, que passou a vida na luta por benefícios à população, que “naturalmente” pela idade que alcançou (e são poucos com essa trajetória), hoje é crucificado por aliados “artificiais” em competência e atitudes.
O departamento de comunicação da prefeitura, setor responsável em fazer o que o “nome” diz, que é comunicar, se humilha perante o descaso de outras Secretarias, que artificialmente se consideram aptas para informar à população do que acontece na prefeitura e sonegam informações à quem deve conduzi-las ao conhecimento de todos, que são formados para isso.
Fiscais e autoridades visitam Divinópolis e a própria prefeitura não sabe ou conhece o motivo da visita. Pode isso? É claro, que muito menos nós, cidadãos acostumados a buracos, falta d’água, insegurança e pagando taxas de todo tipo, podemos dizer alguma coisa.
Esse editorial quer mandar uma mensagem aos gestores do município: “-fiquem atentos e espertos, porque vocês não receberam um voto sequer e estão aí por meios, nem sempre naturais, que sabemos”. Mas o pior de tudo, não é estar e não ter competência para estar. O povo conheceu e votou em Galileu Machado, por sua história e sua natureza, que muitos de vocês estão jogando sua história no ralo da mediocridade
Se hoje a vida cobra um alto preço do prefeito, chegando a afetar sua saúde, o valor será pago no tempo devido. Mas, se ainda houver alguém pensando que a artificialidade lhes proporcionará algum bem, não tenham dúvidas, que naturalmente a resposta chegará em breve.
Artificial são alguns pensamentos. Natural são todas as atitudes e, por isso, as urnas disseram: “Volta Galileu!”, e junto, estava Rinaldo Valério.






