O chefe da Clínica de Cirurgia Geral do Hospital São João de Deus, Douglas Mauricio Hallaruthes Santos, enviou nesta última quinta (14), um oficio para a secretária de Saúde de Divinópolis, Maria Inês Ribeiro, comunicando que, em consequência dos atrasos de repasses da segunda parcela da verba do Estado, que já está nos cofres da Prefeitura e o atraso de repasses aos plantões de cirurgia geral que já chegam a quatro meses, está suspensa a internação de pacientes para as cirurgias, excetos os casos com risco de morte – O oficio enviado pelo médico Douglas não cita explicitamente que a decisão da suspensão das internações no HSJD, seria em consequência da não votação do projeto EM-011/2016, em que a Câmara tem que autorizar o Executivo a abrir na Secretaria Municipal de Saúde, o crédito adicional suplemente de R$ 15,6 milhões, e que está travado na Câmara há vários dias, em consequência da greve dos servidores públicos, que tem impedido que ele seja votado numa ação que eles chamam de “Tranca a pauta” – Segundo o presidente da Câmara, Rodrigo Kaboja, na próxima reunião, dia 19, o projeto será votado de qualquer jeito, mesmo com a emenda que o vereador Adair Otaviano já protocolou na Casa. Para isso será formado o Colégio de Líderes, que tem o poder até para derrubar emendas – O presidente da Câmara reafirmou que os grevistas não tem o direito de parar a cidade em benefício próprio. São 5,4 mil servidores para uma população de 230 mil habitantes, tem que ter bom senso. “Eles estão errando de endereço na ocupação. Quem determina reajuste ou aumento de salário para a categoria é o Executivo e não o Legislativo – E a partir de terça-feira (19), voltaremos à normalidade e votar os projetos que são necessários para a cidade – Eu respeito os servidores, mas não pode ser assim”.

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