Inaugurações
Cocopasa e prefeitura juntaram-se na mídia para comemorar a inauguração da Estação de Tratamento de Esgoto do Rio Pará. Abraços, risos, fotos de políticos, empresários, muito falatório sobre a despoluição dos nossos rios, coisa e tal.
Mais uma vez inauguram o que não existe. O que de fato ficou pronto foi o complexo de captação do bairro Santa Lúcia e arredores, encarregado de juntar o esgotamento sanitário daquela região, para conduzi-lo até a Estação de Tratamento. Quanto a essa última, localizada no Distrito Industrial, encontra-se ainda nas fundações, sem qualquer previsão de funcionamento. Mas para um governo que está acostumado a inaugurar pedra fundamental, até que desta vez estreou uma meia bomba. E tome pena de água e taxa de esgoto!
Faixas? Para que faixas!
Desta vez os senhores fiscais chegaram munidos de documentação que, somadas à arrogância e mais uma dupla de PMs, conseguiram retirar as faixas das árvores que circundam o patíbulo do prefeito Vladimir Azevedo no quarteirão fechado da rua São Paulo. O Movimento de assinaturas pela cassação do alcaide ficou num primeiro momento meio atordoado, mas de imediato o seu líder, Arnaldo Batista, tomou providências. Exigiu dos fiscais um laudo dos acontecimentos, o que lhe foi negado. Faixa puxada para cá, faixa puxada para lá, o líder do movimento resolveu pedir um Boletim de Ocorrência aos mesmos policiais que foram dar proteção aos fiscais. Boletim exarado, Pato Roco e João Donizete, os agentes públicos, se foram com os pedaços de pano. Resultado: papel ridículo feito por funcionários de carreira que não precisavam pagar o mico. Agora, pergunte a eles se as faixas estivessem elogiando o prefeito elas seriam retiradas!
Abertura da rua São Paulo
O quarteirão fechado da rua São Paulo é um dos poucos jardins centrais (muito mal cuidado, por sinal) que Divinópolis oferece à população. Mas o vereador Rodyson do Zé Milton pretende extinguir aquela área de lazer e convocou uma reunião entre os interessados na “obra” para que a borrada seja feita. Quer inspirar-se no calçadão da histórica rua Halfeld, de Juiz de Fora, para promover mais uma de suas egolatrias.
Antes de mais nada é bom lembrar que a Halfeld é uma rua espaçosa, com muitas lojas, cinema, acesso às galerias comerciais. Diferentemente, a rua São Paulo é uma transversal inclinada, que leva o nada, ao absolutamente nada, porque seu comércio é pífio, com grande interferências de prédios públicos (Câmara e Receita Federal). A iniciativa cheira a especulação imobiliária, que rende fortuna aos interessados.
Se a intenção do presidente é a de valorizar imóveis, como o do Divinópolis Clube (presidido pelo emérito captador de pedras, que atende pelo nome de Simonides Quadros) e por outros proprietários que desejam ver seus imóveis subirem de preço, é bom que a população se prepare.
O presidente da Câmara convoca os interessados, mas não convoca a população. Para mudar um esquema tão tradicional, seria preciso valer-se de um plebiscito, pelo menos. Mas a falta de respeito deste governo para com a população encoraja a tropa de choque a fazer qualquer coisa.
O quarteirão da rua São Paulo precisa é de iluminação, segurança, cuidados com os jardins e nada mais. Do jeito que está vai muito bem. Ah! Ia me esquecendo: o quarteirão tem sido seguidamente palco para coleta de assinaturas contra mandatos de políticos. Para eles, aquilo ali é um lugar maldito!
Sindicato dos Jornalistas
O sindicalismo de Divinópolis deve ter se inspirado no regime cubano. Ditadores ocupam as presidências e não permitem a chegada de mais ninguém. O que tem menos tempo de casa beira os vinte anos. Para que isso aconteça “legalmente” eles subvertem os estatutos para as reeleições que se estendam enquanto lhes interessar. Desde logo se rendem ao peleguismo, às agremiações políticas, o que na outra ponta, conspira contra seus associados e população de um modo geral. Se eu pudesse encontrar adjetivos menos contundentes, diria que esse modelo de comportamento causa asco e nojo!
Os jornalistas e radialistas realizaram a primeira reunião com vistas à criação do Sindicato da Classe. Cerca de 20 profissionais atenderam ao convite restrito a esse número – reuniões costumam ser tumultuadas. Foi criada informalmente a Associação dos Jornalistas do Centro-Oeste de Minas Gerais, trampolim para a imediata instalação do Sindicato. Como inspirador do Movimento, posso garantir que as diretorias não serão compostas por pelegos. Porque pelego a gente conhece só pelo cheiro. E ninguém irá mudar os estatutos para reeleger-se ad infinitum. Mandato de dois anos e ponto final.
Judas
No início da tarde deste sábado, 27, (13 horas) um Judas extemporâneo estará sendo queimado na avenida Paraná, com vistas a comemorar os 500 dias de abertura da vala. Se de um lado o buracão (do tamanho do Maracanã) comprometeu a atual administração, por outro, ele abriu a indústria turística de Divinópolis. Inúmeros cidadãos comparecem ao local dizendo que aquilo nada fica a dever ao Grand Canyon do Arizona. Exagerados, talvez. Mas basta chegar na beirada do precipício para saber que alguém pode enganar a milhares de ignorantes e arregimentar vivaldinos, que volta e meia lhes garantem o voto. Mas de jeito maneira conseguem enganar a natureza. Ela é implacável.
Tucanato
O radialista tucano me cumprimentava e tinha conversas muito animadas com este colunista. Depois que passamos a integrar a redatoria do Divinews, o rapaz passa perto de mim e finge que está falando ao celular. Eu não sei mais o que fazer da minha vida. O moço deixou de reparar nas minhas teorias e ideias.
Me conforta o fato de que existem 6 bilhões de habitantes no mundo e alguns deles, certamente, poderão se interessar pela minha amizade e pela coluna do Divinews.
O que eles disseram
O melhor humor é o de quem consegue ficar sério diante dos programas eleitorais.
Itamar de Oliveira






