O silêncio das famílias muitas pessoas sofrem com a violência doméstica. Não são somente as mulheres, mas também as crianças que direta e indiretamente ficam marcadas para o resto da vida. O problema não tem limites de classe social ou econômica. Conforme o Ministério da Saúde a violência doméstica é uma grande responsável pela morte de jovens de 5 a 19 anos.
As vítimas costumam ter baixa autoestima e geralmente dependem emocional e financeiramente de seus agressores. São agressões contínuas que contam com a impunidade dos culpados e com a vergonha e até o sentimento de culpa por parte das vítimas.
Pesquisas confirmam a gravidade do assunto: a cada 15 SEGUNDOS uma mulher é agredida. Dados da OMS informam que 29% das mulheres já sofreram violência de alguma forma, mas apesar disso 25% delas não contam a ninguém sobre o fato. Em 2007 o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a mulher divulgou relatório que apontou que três em cada dez brasileiras com mais de 15 anos já sofreram violência física extrema.
É pelos motivos acima expostos é que o vereador sensível ao problema resolver elaborar a Lei.
“A violência doméstica está associada com patologias reais. As mulheres em situação de violência tendem a apresentar problemas de saúde de diversos tipos, problemas mentais, depressão e até propensão ao suicídio. Elas também fazem menos papanicolaou, fazem menos sexo seguro.”
“Nossa aposta é que o serviço de saúde tenha mais consciência da violência doméstica e ajude a encaminhar as mulheres para outros serviços da rede de atenção. O serviço de saúde também pode ser um espaço de escuta e de acolhimento. Inclusive, essa escuta é boa para o próprio serviço, pois se a violência doméstica não se resolve vira um círculo vicioso: a mulher vai e volta.”
Ana Flávia P.L. d’Oliveira, pesquisadora do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP
Fonte: Assessoria de Comunicação – Juarez Prestupa






