Câmara investiga denúncia de discriminação em escola da rede estadual

Publicado por: suporte

As Comissões de Defesa dos Direitos Humanos e de Educação, da Câmara Municipal de Divinópolis, vão instaurar processo para investigar denúncia de discriminação a um aluno na Escola Estadual Engenheiro Pedro Magalhães, localizada no Bairro Esplanada. A denúncia foi feita por Heleno Máximo de Oliveira, que usou a Tribuna Livre do Legislativo. Na ocasião ele afirmou que seus filhos sofreram discriminação e constrangimento na escola.

Heleno Máximo narrou uma série de fatos, começando por uma agressão sofrida por seu filho de 12 anos, que teria sido agredido no dia 14 de maio. Segundo ele, o garoto levou um chutes nas costelas e o fato foi levado à diretoria da Escola. Ainda segundo ele, no dia 28 de junho, sua filha de 10 anos foi agredida com um tapa no rosto, desferido por uma aluna de 12 anos. Indignado com as agressões e sem nenhuma medida adotada pela diretoria da escola, Heleno contou que enviou fax ao governador do Estado, com cópia para a Secretária de Estado da Educação, narrando o ocorrido na Escola Pedro Magalhães, solicitando providências.

Continua depois da publicidade

De acordo com Heleno Máximo, a Secretária de Estado da Educação, Vanessa Guimarães, respondeu ao seu fax e disse que providências seriam adotadas. Pelas informações que ele deu na Tribuna Livre da Câmara, entende-se que houve uma investigação na escola, porém, ele acusa a supervisora pedagógica, que ele identificou como Daíse, de ter maquiado o relatório final. “Ela maquiou o relatório e com isso eu saí como culpado da situação”, disse ele.

Heleno Máximo revela que seu filho sofreu uma segunda agressão. “No dia eu procurei o Pronto-Socorro para fazer o exame de corpo-delito, que não pôde ser realizado, porque não havia médico no local”, disse. Ele foi orientado a procurar a Delegacia, mas também não conseguiu fazer os exames. Heleno Máximo procurou, então, o Ministério Público, que prometeu adotar providências.

Heleno relatou que nenhuma medida foi adotada e no dia 25 de outubro, seu filho o procurou dizendo que não mais retornaria à escola. Segundo ele, o menino disse que estava sendo discriminado e sofrendo constrangimento “perante os coleguinhas”. Ele disse ainda que o filho foi ameaçado de suspensão. Sem solução, ele procurou a Câmara, que determinou a investigação do caso. As Comissões designadas pela presidência agora vão ouvir os diretores da escola e outros envolvidos em datas ainda a ser marcadas.

A reportagem do Divinews.com não localizou ninguém na Escola Engenheiro Pedro Magalhães na tarde desta segunda-feira (3) para falar sobre o assunto. 

Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade

comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🛈 Aviso sobre comentários no Divinews

Os comentários publicados nesta página são de inteira responsabilidade de seus autores. O Divinews Portal de Notícias Ltda não se responsabiliza pelas opiniões, acusações, ofensas ou informações expressas por terceiros.

Comentários que contenham conteúdo difamatório, injurioso, racista, discriminatório, ameaçador ou que incentivem a violência poderão ser removidos sem aviso prévio.

Em caso de requisição judicial, o Divinews fornecerá às autoridades competentes as informações de identificação do usuário, incluindo o endereço de IP da máquina utilizada, conforme prevê a legislação brasileira.

Continua depois da publicidade

artigos  relacionados