| JOTHA LEE |
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O assunto pode parecer velho, mas não é. Agora, passadas as comemorações e as dores de cotovelo eleitorais, é hora de preparar o terno da posse ou esperar pela próxima eleição. Afinal, político é assim. Perde hoje, mas amanhã vai correr atrás dos votos outra vez. Afinal, ninguém quer perder a boquinha. Em Divinópolis, um vereador receberá a partir do ano que vem R$ 6.125, 00 de salários. E ainda terá R$ 4,8 mil para pagar funcionários, telefone, gasolina e outras benesses que no momento não são o alvo do assunto. Mas, vale lembrar que um vereador vai custar para o município algo em torno de R$ 15 mil a partir do ano que vem. É ou não é uma bocada e tanto?
Os perdedores das eleições em Divinópolis precisam fazer uma profunda reflexão. Alguns deverão rever sua forma de fazer política, outros precisam olhar com atenção quem os cerca, enfim, é preciso dar uma repensada na forma como conduziram a campanha e aproveitar a derrota para aprender com ela. Afinal, parece que acabou a hora e a vez das figurinhas carimbadas, que não se modernizam e ficam presas a um passado, acreditando que os ovos são favas contadas e não incógnitas no útero galináceo.
Vejam o exemplo de Galileu. O ex-prefeito, que concorreu pelo PMDB, era o favorito, sim! E não adianta ninguém espernear. Galileu era o grande favorito para o pleito. Não tivesse ele cometido tantos erros, induzido por marqueteiros e estrategistas de araque, com certeza teria faturado as eleições com um pé nas costas. Não que os demais candidatos fossem pé de chinelo, no sentido político. Ao contrário. Havia concorrentes fortes, tanto é assim que Vladimir Azevedo, o candidato que cometeu menos erros na campanha, faturou a disputa. Além disso, é preciso destacar, sua competência e coerência política. Mas, que Vladimir teve uma turma muito boa de serviço na sua assessoria, tanto de imprensa quanto política, não há como negar.
No caso de Galileu, seus marqueteiros e estrategistas deveriam pensar em uma outra profissão. Só não viu os erros cometidos na campanha, quem quis ser ou se fez de cego. Ou então, queria mesmo era ver a caveira de Galileu.
A equipe de Galileu, e o próprio, se esqueceram de que os tempos mudaram. O eleitor não é mais aquele nhô coitado, sem informação e completo analfabeto político. As informações hoje chegam voando e, seja o mais paupérrimo cidadão, com certeza, pelo menos um rádio de camelô ele tem em casa.
Galileu e sua turma quiseram fazer a política do coronelismo, do voto de cabresto. Entraram pelo cano porque acreditaram que os votos de Galileu, jamais, migrariam para outro concorrente. E, acreditando nessa lenda, a turma de Galileu fez a mesma política que o ex-prefeito está acostumado a fazer. Fugiu do povo, fugiu dos debates, fugiu como um cordeirinho acossado por um leão.
Veja o caso dos políticos fichas sujas. Cerca de 45% deles, cujos nomes saíram em diversas publicações, foram reeleitos. E por quê? Ao contrário de Galileu, ao invés de chafurdar no buraco mais próximo para se esconder da própria consciência, eles fizeram disso uma arma. Usaram a lista em seu favor. Galileu, não. Não deu uma explicação sequer ao eleitorado. E este foi, entre todos, o maior erro cometido pelos cabeças iluminadas de seus marqueteiros.
O povo sempre soube da lista dos fichas sujas. Entretanto, o povo quer alguém capaz de assumir suas próprias fraquezas ao invés de posar de vítima da imprensa, como fez Galileu.
O ex-prefeito estará com 80 anos em 2012. Força física para chegar lá ele tem. Se concorrer a prefeito, mesmo oitentão, continua tendo chances. Mas, para sonhar com a prefeitura outra vez, precisa dispensar alguns “penduricalhos” que não lhe largam nunca e, principalmente, arranjar gente competente para armar suas estratégias.
PAÍS TRISTE
Acho que a melhor forma de definir o Brasil é chamá-lo de país triste. Triste porque o povo que pisa aqui, em sua grande maioria, é triste. Triste pela falta de comida, pela falta de moradia e pela falta de Justiça e de gente honesta para dirigir o seu destino.
Confesso que nestes últimos dias me emocionei com o drama de Santo André, em São Paulo. Emocionei-me por ver transmitido ao vivo pela TV, o drama de jovens cujas vidas ainda nem começaram. Emocionei-me ao imaginar o que se passou naquele apartamento, nas 100 horas de abandono em que viveram aqueles jovens. Abandono, solidão, desespero e incertezas.
Indignei-me também quando vi que no Rio de Janeiro, um policial militar que fazia a segurança do filho de uma promotora, foi considerado inocente pela Justiça, depois de encher de chumbo um garoto de 20 anos. Indignei-me ao assistir pela TV o caso de um promotor de Justiça de São Paulo, assassino confesso de outros dois garotos, ganhar direito a salário vitalício de R$ 18 mil mensais. Que Justiça é essa?
Que país é esse onde o presidente do Supremo Tribunal Federal, nossa Corte maior, manda soltar bandidos sob pretextos de que está cumprindo a Constituição? Que país é este onde o povo está enjaulado em suas casas, para que a bandidagem tenha liberdade nas ruas?
Que país é este de onde não dá mais para vislumbrar a esperança?
DEBANDADA
Marcos Vinícius, que concorreu à prefeitura de Divinópolis pelo PSC, já anunciou que deixa o partido. Ele vai para o PT, legenda com a qual fez dobradinha nas eleições municipais. Outro que troca de legenda é Juliano do Pio, atual vereador pelo PT, derrotado em outubro. A situação de Juliano sempre foi incômoda dentro do PT. Ele nunca teve o perfil do petista e andou pisando na bola na campanha eleitoral. Derrotado, Juliano agora anuncia sua saída do PT. Dizem que ele teria um emprego garantido na prefeitura a partir do ano que vem. Já Marcos Vinicius, ao anunciar sua saída do PSC, pode dar um tiro no próprio pé. Ele diz que quer ser candidato a deputado (estadual ou federal, o que ele quer é concorrer).
PT ESCORREGADIO
A ida de Marcos Vinicius para o PT pode ser um tiro no pé porque poucos foram os petistas que se engajaram na sua campanha para prefeito. O partido mesmo, através de seu presidente, Manoel Cordeiro, não deu a menor bola para a campanha política. A estrela maior do PT em Divinópolis, o Secretário Nacional da Juventude, Beto Cury, fez de conta que não era com ele. Preferiu ficar o tempo todo em Brasília, curtindo o ar-condicionado de seu gabinete e, se pediu votos para o partido, só o fez na boa, aproveitando uma visita do ministro Luiz Dulcci na cidade. Depois disso, tomou doril… sumiu!!!
E a militância do PT, por onde andou na campanha em Divinópolis? Ou o partido não tem mais aquela militância que acreditava na estrela petista? Ou o partido está acabando em Divinópolis? Ou já acabou?
PERGUNTAS AO VLADIMIR
Entendo ser difícil falar com o prefeito eleito, mesmo sendo atendido por Vladimir Azevedo todas as vezes que precisei de uma entrevista ou de uma declaração. Até por telefone, Vladimir já me atendeu, mesmo estando fora de Minas Gerais. É um gentleman. E, como eu afirmei, acredito que ele fará um bom governo. Por causa disso, vou fazer aqui algumas perguntas ao prefeito eleito, que certamente muita gente gostaria de fazer e, assim, as faço publicamente em nome de todos.
1) – Prefeito, o senhor foi linha de frente da oposição para derrubar o projeto de concessão do esgoto para a Copasa. Acredito que ainda seja um dos maiores críticos da estatal de água. Sendo assim, como o senhor pretende tratar o esgoto da cidade? Vai rever o contrato de concessão do serviço de água para a Copasa?
2) – O senhor, por várias vezes, liderou a oposição contra os desmandos do transporte coletivo e o alto valor da tarifa. Agora, como prefeito, vai melhorar o sistema de transporte, que hoje é um dos piores de Minas? Vai rever o valor do tarifa?
3) – O vereador Edson Sousa vai assumir um cargo na administração municipal?
4) – O senhor vai privilegiar algum veículo de comunicação na distribuição da verba publicitária, como fez o atual governo?
5) – Vai manter no seu governo algum funcionário comissionado da atual gestão?
6) – O senhor acredita em Deus?
(Caso o prefeito queira responder a estas perguntas, ele pode fazê-lo até por e-mail, que será um grande prazer para todos nós conhecermos os seus pontos de vistas sobre estes temas)
E-MAILS
Quero registrar dois e-mails que recebi na segunda-feira, 6 de outubro, um dia depois da excepcional cobertura feita pelo Divinew.com das eleições municipais:
O primeiro e-mail é do leitor Vander Gontijo, de Brasília. Ele é servidor da Câmara dos Deputados e leitor do Divinews.com:
“Caro Jotha Lee, Podes registrar que tem um divinopolitano feliz aqui em Brasília. Estou orgulhoso da vitória do Vladimir. Músico, economista e político. Que combinação heim! Tenho certeza que ele fará uma excelente administração. Parabéns pelo texto de hoje (6-10-08). É isso mesmo. Um grande abraço. O DIVINEWS é nosso elo de comunicação com nossa querida terra. Estamos informados e atualizados graças a vocês. Muito obrigado, Vander Gontijo (Brasília, DF)“.
O segundo e-mail veio de Eliezer Emanuel, um divinopolitano estudante de Engenharia Elétrica, da Unicamp, Campinas:
“Antes de tudo, quero parabenizar e agradecer pelo trabalho e a qualidade de sua coluna e do site DiviNews, que é, sem dúvida, a única fonte confiável e perene de informações que consigo ter de minha tão distante cidade.
Também quero deixar meus elogios à cobertura das eleições feita pelo site com alto nível de profissionalismo. E por último, gostaria de dar meus parabéns, por meio de sua pessoa, a todos os cidadãos de Divinópolis, mostrando que são conscientes da importância de seus votos e suas escolhas. Que a “Cidade do Divino” caminhe para seu centenário com a glória que merece, certa de que seu futuro foi entregue nas mãos de pessoas realmente competentes.
Obrigado,
Abraços.
Eliezer Emanuel
Engenharia Elétrica
Universidade de Campinas – UNICAMP
Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação – FEEC
QUE CRISE?
Entre Aécio Neves e Lula, é difícil saber qual é o campeão da marquetagem. Os caras são bons mesmo. Depois de deixar a política, ambos poderiam se juntar e montar uma agência de publicidade. E de quebra, deveriam convidar Duda Mendonça e Marcos Valério para integrar o grupo.
Veja o senhor Lula: há pouco mais de 20 dias, ele andava por aí perguntando cadê o FMI, onde estavam os bancos americanos, etc e tal. Além disso, segundo ele, a crise não afetaria o Brasil. A crise, segundo ele, era do Bush.
E agora, presidente? A crise é do Bush ou tem uma casquinha sobrando para o Brasil?
Ora, já torrei a paciência de ver este discurso do Lula, falando como um paizão, com a postura de um estadista, como se sua palavra fosse definitiva e, principalmente como se ele vivesse em um país totalmente pacífico. É claro que do gabinete presidencial ele não pode assistir à guerra civil que o país vive e, além disso, ele nunca sabe de nada. Lembram da história do mensalão? O PT atolado até o pescoço no lamaçal e Lula? Cotadinho, marido traído, o último a saber. .
E pior: Lula não pode ver alguns protótipos de ditadores da América do Sul, que abaixa a asinha na hora. Tenho vergonha de ver o Brasil se borrando de medo de Hugo Chavez, Rafael Correa e outros borra-botas que estão açambarcando a América do Sul.
Cria tipo, presidente!
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