| JOTHA LEE |
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A decisão do STF liberando a turma “ficha suja” para concorrer às próximas eleições, deixou um vazio para boa parte do eleitor brasileiro. Muitos acreditavam que na Suprema Corte do país haveria um pouco mais de juízo, impedindo que um bando de mãos-leves continue fazendo da vida pública o meio mais ilícito de encher seus cofres. A decisão não poderia ser outra, já que eles seguiram a Constituição ao pé da letra, porém, acreditava-se que houvesse o bom senso de, pelo menos, botar na geladeira o político com um elevado número de processos.
A decisão do Supremo reforça a tese de que qualquer coisa serve para ser político. Qualquer déspota pode ocupar um cargo público eletivo, desde que sua sentença não seja definitiva. Ou seja, como a Justiça no Brasil funciona na velocidade dos interesses da minoria, os bandidos de colarinho branco serão candidatos até a morte, já que esses processos ficarão engavetados diante da conveniência do poder político.
Para amenizar a lambança do Supremo querem agora imputar ao eleitor o encargo de não escolher candidato com ficha suja. Primeiro isso é impossível já que a vida pregressa de político, principalmente no interior, é mantida a sete chaves. Uma pequena parte dos órgãos de imprensa tem coragem para noticiar as maracutáias de algumas figurinhas carimbadas. A outra parte está incluída no “esquema”.
Pelo menos a iniciativa da Justiça responsável serviu para colocar o tema em debate e mesmo diante da blindagem dos fatos, o assunto chegou a várias rodas da sociedade e vai custar uns bons votos para aqueles que sempre se locupletaram da coisa pública e que querem continuar agarradinhos na teta.
Porém, é certo também, que o Poder Judiciário, que nunca gerou total confiança da população, caiu ainda mais no descrédito. O povo está ficando cada vez mais cansado de ver uma Justiça viciada, trabalhando em função de malfeitores. Não é de hoje que fala-se na interpretação da lei, sempre feita para favorecer a quem tem mais.
Manda quem pode
E obedece quem tem juízo. O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais já avisou que a decisão do Supremo sobre os “fichas sujas” é para ser cumprida. Ou seja, o Ministério Público Eleitoral do Estado não precisa mais perder tempo pedindo impugnação da turma encrencada. O TRE vai liberar geral como quer o Supremo.
Camelôs
Conversei com cerca de 10 ambulantes e, não sei se por coincidência, todos estavam satisfeitos com a mudança para a Rua São Paulo. Questionei porque, então, há tanto barulho para a transferência. Me disseram que tem uma turminha que gosta de arruaça. E parece que é arruaça mesmo, pois afinal, a prefeitura não seria tão irresponsável a ponto de transferir uma categoria de trabalhadores para um local não aprovado pela maioria.
Rede Integração
A Rede Integração poderá ser obrigada a transmitir a propaganda eleitoral de Divinópolis, caso a juíza Ana Kelly Amaral, dê parecer favorável à solicitação feita pela coligação que representa a candidatura a prefeito do vereador Vladimir Azevedo. Aliás, acho até que os concorrentes de Vladimir deveriam apoiar a iniciativa. Afinal, não é de hoje que a Rede Integração brinca com Divinópolis. É preciso ficar claro que os profissionais da emissora são todos de altíssimo nível, jornalistas bem preparados, pessoal técnico qualificado, mas a direção é brincalhona.
Imagine esse negócio de jogar propaganda política de Araxá dentro das casas dos divinopolitanos? A própria Justiça Eleitoral poderia já ter tomado a iniciativa de proibir que isso continue ocorrendo. Uma cidade de 210 mil habitantes, com um colégio eleitoral próximo dos 150 mil eleitores, não pode se sujeitar a isso, principalmente quando vem de uma empresa com todos os recursos disponíveis.
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