O governo consegiu impor sua força na CPI dos Cartões nesta terça-feira (27) e impediu a convocação de funcionários da presidência e a acareação entre André Edaurdo Fernandes, assessor do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), e José Aparecido Nunes, ex-diretor de Controle Interno da Presidência da República. Envolvidos no vazamento de informações sobre gastos do governo Fernando Henrique Cardoso, ambos foram ouvidos pela CPI na semana passada, tendo sido observadas contradições entre os dois depoimentos, o que motivou a apresentação dos requerimentos, rejeitados por 11 votos a cinco.
A CPI também rejeitou dois requerimentos, um de autoria do senador José Nery (PSOL-PA) e outro dos deputados Vic Pires Franco (PA) e Índio da Costa (RJ), ambos do Democratas, propondo a convocação do secretário de Administração da Presidência da República, Norberto Temóteo Queiroz.
Na defesa do requerimento, José Nery argumentou que o depoimento do secretário ajudaria a esclarecer não apenas questões relativas ao dossiê com gastos do governo Fernando Henrique Cardoso, mas também sobre o uso de cartões corporativos pela Presidência da República. No entanto, a base governista considerou desnecessária a convocação e o requerimento recebeu 12 votos contrários e apenas seis votos favoráveis.
Também foi rejeitado o requerimento propondo a convocação de Marcelo Veloso, assistente da Diretoria de Controle Interno da Presidência da República. O colegiado rejeitou ainda as convocações de Marco Pólo e Nélio Lacerda, ambos testemunhas do encontro entre André Eduardo Fernandes e José Aparecido Nunes, envolvidos no vazamento do dossiê sobre gastos do governo Fernando Henrique Cardoso. Também foi rejeitado pedido de informações à chefe de gabinete da Secretaria-Executiva da Casa Civil, Maria de La Soledad Bajo Castrillo, a respeito da elaboração de banco de dados sobre gastos do governo anterior.
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