CPI vai investigar envolvimento de secretário com vazamento de suposto Dossiê

Publicado por: suporte

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos vai tentar investigar a informação de que o secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Pires, teria encaminhado ao assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), André Fernandes, o dossiê contendo informações dos gastos presidenciais na gestão de Fernando Henrique Cardoso. A CPI deve tentar votar nesta semana requerimento de convocação de José Aparecido.

Para o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), o caso precisa ser investigado. "Ontem me referi aos trabalhos da CPI e disse que se não houvesse um fato novo, a CPI estaria marchando para o seu final, mas agora que surgiu esse fato, ele merece ser apurado com todo o rigor", disse. "A CPI está aí para apurar as coisas, se ela não apurar,a PF tem de apurar, o governo tem de mandar apurar", completou Garibaldi ainda defendeu a convocação dos dois funcionários. "Eles devem ter alguma coisa a dizer, além do que já disseram".

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Para o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), não basta saber quem vazou as informações, é preciso apurar o responsável pelo levantamento. "Saber quem mandou é o primeiro passo. O segundo é: a serviço de quem, por que foi feito. Essa questão é muito grave. O PT está no banco dos réus", disse, fazendo referência ao fato de Aparecido ter sido nomeado para a Casa Civil na gestão de José Dirceu.
 
"Dirceu está fora desde 2005. As investigações estão mostrando que [o relatório] saiu do computador do técnico [Aparecido] para o computador do Senado [de André Fernandes]. Temos que esclarecer isso. Dirceu não tem nada com os fatos desse processo", defendeu o senador João Pedro (PT-AM).
 
Troca de e-mails 
 Uma troca de e-mails entre um funcionário da Casa Civil e o assessor do senador Álvaro Dias mostrou quem pode ter vazado os dados dos gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e da ex-primeira dama Ruth Cardoso.
 
Segundo o senador Álvaro Dias, as informações sobre os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e da ex-primeira dama Ruth Cardoso chegaram a ele por meio do secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Pires. Pires teria trocado e-mails com o assessor de Álvaro Dias, André Fernades. Um dos e-mails trouxe um arquivo anexo com os dados sobre os gastos com cartão corporativo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
 
A assessoria de imprensa da Casa Civil disse que a ministra Dilma Rousseff só vai se pronunciar sobre o caso ao final das investigações.
 
José Dirceu
 O ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, disse hoje, por meio de nota, que considera "totalmente inverossímil" a versão de que o secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Pires, seria o responsável pelo vazamento do relatório com informações de gastos presidenciais na gestão de Fernando Henrique Cardoso. Segundo ele, o envio das informações por e-mail para um assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) foi negado pelo próprio José Aparecido Pires.
 
Dirceu ainda negou que secretário fosse seu aliado na Casa Civil. Há cinco anos, o ex-ministro transferiu Pires do Tribunal de Contas da União (TCU) para a Secretaria de Controle Interno da Casa Civil, onde foi mantido pela atual ministra, Dilma Rousseff.
"José Aparecido não é nem meu aliado, nem meu ex-assessor, e nem ‘homem de Dirceu’ como registrado em manchete de um jornal. José aparecido é Secretário de Controle Interno da Casa Civil nomeado por um ex-ministro da Pasta e mantido por sua sucessora", disse por meio da nota, divulgada em seu blog na internet. "Profissional competente, sério e correto, José Aparecido, durante os 30 meses em que fui ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, deu provas de seu profissionalismo e espírito público", continuou.
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