Advogada é presa pela PF de Divinópolis por golpes de mais de R$ 1,4 milhão contra benefícios de auxílios reclusão falsos (veja documentos)


A Operação “Papillon” foi deflagrada pela Delegacia da Policia Federal em  Divinópolis, na manhã desta última terça-feira (16), segundo a Assessoria de Comunicação, e posteriores confirmações para o Divinews, na manhã desta quarta-feira, dos Delegados Daniel Sousa e Daniel Fantini, que foi quem esteve e está à frente das investigações, a operação foi para combater fraudes ao benefício de auxílio reclusão na cidade de Formiga/MG. E foram cumpridos quatro mandados judiciais de busca e apreensão e um de prisão preventiva; todos expedidos pela Justiça Federal de Divinópolis – As investigações tiveram início em 8 de março deste ano, após o INSS descobrir indícios de fraudes ao benefício de auxílio reclusão na cidade de Formiga.

A advogada, foi ouvida pelo Delegado Daniel Fantini até as 20 horas de ontem, terça(16), e diante das provas apresentadas, assumiu integralmente seus atos criminosos, inocentando a estagiária, e também sua mãe, que não sabia do crime que ela estava cometendo.

Em sua oitiva, ela explicou para o Delegado da PF, como operava através de documentos falsos que ela mesmo autenticava de próprio punho. A advogada inventava um dependente para a pessoa que estava presa, e alterava o atestado carcerário, e ainda retroagia a data, para que ele ficasse como segurado do INSS. A seguir dava entrada no pedido de auxilio reclusão, e ela mesmo se cadastrava como procuradora para receber o benefício, e posteriormente o recebia.

Foram pelo menos 20 processos de auxílio reclusão que a advogada criou com documentos falsos, como certidões de nascimento e atestados carcerários. Ela chegava a instruir processos de benefícios de presas que já haviam deixado a prisão.

Levantamentos preliminares do INSS demonstram que houve um prejuízo de mais de um milhão e quatrocentos mil reais, relativos apenas aos benefícios já identificados. Segundo as investigações, até o presente momento, os presos não tinham conhecimento da fraude e sequer sabiam o que estava acontecendo.

Os cumprimentos de mandados judiciais de busca e apreensão ocorreram em endereços ligados à advogada. Após a oitiva ela foi encaminhada para o Presídio Floramar, onde está à disposição da Justiça Federal. E responderá pelos crimes de estelionato contra o INSS, falsificação e uso de documentos falsos, além de outros crimes que poderão ser identificados no decorrer das investigações.

Veja os documentos

Original

 

Falso

 

 

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