O secretário de Fazenda de Divinópolis, Gabriel Vivas, fez um balanço dos resultados da pasta durante a administração de Gleidson Azevedo e apresentou números que, segundo ele, mostram crescimento real da capacidade de investimento do município. A fala ganhou peso político e administrativo justamente no momento de transição do governo, já que a definição sobre sua permanência no cargo passa, a partir desta sexta-feira, a depender da decisão da prefeita Janete Aparecida.
Ao resumir os dados da gestão, Gabriel Vivas destacou o aumento dos investimentos em áreas consideradas centrais. Na saúde, segundo ele, houve crescimento de 60% ao se comparar o período de 2017 a 2020 com os anos de 2021 a 2024. O secretário afirmou ainda que, além dessa alta, foram investidos mais R$ 474 milhões em 2025, reforçando o discurso de ampliação da capacidade financeira da prefeitura para sustentar políticas públicas.
Na educação, o secretário afirmou que o crescimento seguiu a mesma linha. De acordo com o balanço apresentado, também houve avanço na casa de 60% em relação ao período anterior. Já na área de desenvolvimento social, o percentual mencionado foi ainda mais expressivo. Segundo Gabriel, o investimento subiu 98%, saindo de R$ 45 milhões entre 2017 e 2020 para quase R$ 90 milhões entre 2021 e 2024, além do que continuou sendo aplicado em 2025.
Outro dado utilizado pelo secretário para defender a condução da pasta foi o crescimento da movimentação econômica do município. Segundo ele, a economia de Divinópolis passou de R$ 3,5 bilhões em 2020 para R$ 6 bilhões em 2025. Na leitura apresentada, esse aumento indica maior produção das empresas locais, mais geração de emprego e renda e, por consequência, ampliação da arrecadação e da capacidade do município de investir em serviços e obras.
Gabriel Vivas também abordou a situação da dívida municipal, um dos pontos mais sensíveis de qualquer gestão fiscal. De acordo com ele, Divinópolis tinha, no início de 2021, uma dívida de longo prazo na casa de R$ 70 milhões, resultado de financiamentos e empréstimos feitos em anos anteriores. Segundo o secretário, a gestão Gleidson pagou boa parte desse montante, com desembolso de quase R$ 50 milhões em juros, multa e atualização monetária. Ainda conforme a explicação, a única nova operação de crédito relevante assumida nesse período teria sido de R$ 1,5 milhão, voltada ao financiamento de obra no museu do município.
O balanço apresentado por Gabriel Vivas reforça a estratégia da gestão Gleidson de defender seu legado com base em números e indicadores fiscais. Ao colocar em evidência investimentos, arrecadação, desenvolvimento econômico e redução do peso da dívida, o secretário tentou consolidar a imagem de uma administração que, em sua visão, reorganizou as finanças e ampliou o fôlego do município.
Ao mesmo tempo, a exposição pública desses resultados ocorre em meio à mudança no comando do Executivo. Com Janete Aparecida assumindo a Prefeitura a partir desta sexta-feira, caberá a ela decidir se Gabriel Vivas seguirá ou não à frente da Secretaria de Fazenda. Isso faz com que o balanço, além de técnico, tenha também forte conteúdo político, já que serve como cartão de visitas de continuidade em uma das áreas mais estratégicas da administração.
Nos bastidores, a permanência ou não do secretário pode funcionar como sinal importante sobre o perfil do novo governo. Se Janete optar pela manutenção, o gesto tende a indicar continuidade da linha econômica e fiscal construída até aqui. Se escolher outro nome, a mudança poderá ser interpretada como tentativa de imprimir marca própria também na condução das finanças do município.






