Na manhã desta sexta-feira (26), em seu último dia à frente do comando da Prefeitura de Divinópolis, Gleidson Azevedo concedeu entrevista coletiva à imprensa e fez um balanço político e administrativo de sua passagem pelo Executivo. Em tom de despedida, agradeceu à equipe, reconheceu falhas, pediu perdão à população por não ter conseguido atender todas as demandas e afirmou que encerra o ciclo com a consciência limpa, o coração puro e as mãos limpas.
Ao falar sobre o encerramento da gestão, Gleidson destacou a parceria com os secretários e afirmou que o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos 5 anos e 3 meses não foi fruto de ação isolada. Também citou a vice-prefeita Janete Aparecida, a quem chamou de parceira presente ao seu lado durante a administração. Na mesma fala, reconheceu que nem sempre foi possível entregar tudo o que a população desejava, mas sustentou que tentou fazer tudo o que estava ao seu alcance durante o período em que esteve no cargo.
O agora ex-prefeito também usou a coletiva para defender os resultados de sua administração. Segundo ele, os números da prefeitura mostram um salto positivo e indicam avanço em áreas como saúde, educação e infraestrutura. Gleidson afirmou que sua gestão praticamente triplicou investimentos nesses setores e sustentou que os dados objetivos são a principal resposta a qualquer contestação sobre seu governo. Para ele, quem quiser discutir sua administração deve olhar os números entregues pela prefeitura.
Em outro momento, Gleidson comparou o gestor que assumiu a prefeitura com o político que agora deixa o cargo. Disse que sai mais experiente e afirmou que, caso chegue a Brasília, pretende pautar as demandas dos municípios com base no que viveu como prefeito. Na avaliação dele, uma das maiores dificuldades do cargo foi depender de deputados, senadores e vereadores para a liberação de emendas e recursos, realidade que, segundo afirmou, pretende enfrentar em eventual mandato no Congresso.
Gleidson declarou ainda que quer atuar para que os recursos permaneçam nos municípios e para que os prefeitos tenham mais autonomia de execução. Ao mesmo tempo, disse que pretende levar para o Legislativo federal a bandeira do combate à corrupção, discurso que já vinha adotando em Divinópolis. Na coletiva, afirmou ter sido o prefeito que mais denunciou corrupção na história da cidade e disse que deseja levar essa mesma postura para Brasília, seja na Câmara dos Deputados, seja no Senado.
Ao ser questionado sobre a vida fora da prefeitura, o prefeito respondeu com uma imagem de simplicidade e ligação com a origem familiar. Citou produtos como caixa de verdura, banana e abobrinha e afirmou que foi o pai quem lhe ensinou a trabalhar com honestidade. A resposta, curta e direta, fechou a entrevista com um tom pessoal, em contraste com o peso político do restante da coletiva.
A fala desta sexta-feira (26) marca, portanto, o fim de um ciclo administrativo que mudou o eixo político de Divinópolis nos últimos anos e projetou Gleidson Azevedo para além dos limites da cidade. Ao sair da prefeitura, ele tenta combinar três mensagens centrais: a defesa dos números da gestão, o reconhecimento de que não conseguiu atender tudo e a construção de uma ponte para sua próxima disputa política.






