A Câmara Municipal de Divinópolis, nesta terça-feira (23), rejeitou, por decisão unânime dos vereadores, a denúncia apresentada pelo cidadão Gustavo contra o prefeito Gleidson Azevedo. O processo teve como origem a fala do próprio prefeito sobre os moradores em situação de rua, que ganhou repercussão negativa e acabou gerando debates acalorados na cidade. A polêmica foi intensificada dias depois, quando o pastor Wilson Botelho fez uma declaração considerada ainda mais infeliz sobre o mesmo tema, ampliando a indignação social.
A origem da denúncia
O ponto inicial do processo foi um vídeo compartilhado nas redes sociais, no qual o prefeito sugere que gestores de cidades vizinhas estariam enviando moradores em situação de rua para Divinópolis. A declaração repercutiu mal entre defensores de direitos humanos e provocou reação imediata de cidadãos, incluindo Gustavo, que protocolou formalmente a denúncia contra o chefe do Executivo.
Apesar do impacto público, a primeira tentativa de denúncia foi arquivada pela própria Câmara por falta de requisitos legais. Posteriormente, Gustavo reapresentou o pedido, que acabou sendo avaliado pelos vereadores e rejeitado, também de forma unânime.
A posição da Câmara
Em entrevista ao Divinews, o líder do governo na Casa, vereador Ney Burguer, ressaltou que a decisão não dependeu de articulação política:
“Se fez justiça. O resultado mostrou a independência dos vereadores na análise do caso.”
Segundo Ney, o resultado consolidou a percepção de que não havia fundamentos consistentes para a acusação, e que a avaliação técnica prevaleceu sobre pressões externas.
Contexto político
Ney lembrou ainda que processo semelhante já havia sido apresentado contra o vereador Matheus Dias, o que reforça a ideia de que denúncias com caráter político têm se repetido na Casa, mas sem prosperar quando analisadas juridicamente.
Ao ser questionado se haveria motivação política ou de perseguição, Ney afirmou:
“A árvore que dá bons frutos é a que mais toma pedrada.”
Para o vereador, Gleidson é alvo de críticas recorrentes desde a legislatura passada, mas elas não resistem a uma análise técnica e imparcial.
Compromisso com a imparcialidade
Ney Burguer reforçou que, caso novas denúncias surjam, todas serão analisadas com seriedade:
“Se vier outra denúncia com embasamento, será julgada com seriedade, independentemente de posições políticas.”






