A crise na saúde pública de Divinópolis se agravou. A UPA Padre Roberto segue em estado de superlotação, com destaque alarmante no setor pediátrico, que registra 200% de ocupação — o dobro da capacidade máxima. A Prefeitura, liderada pelo prefeito Gleidson Azevedo, ingressou com ação no Ministério Público contra o Estado de Minas Gerais, cobrando providências urgentes da rede estadual.
Na segunda-feira (02/06), a taxa geral de ocupação da UPA atingiu 160%, evidenciando o colapso do sistema. A enfermaria adulta também opera com 160% de lotação, enquanto 74 pacientes aguardam transferência para hospitais estaduais, entre eles três crianças.
Transferências travadas e pressão sobre a Central Estadual de Regulação
A Prefeitura de Divinópolis afirma que não tem autonomia para realizar as transferências, que dependem da Central Estadual de Regulação. Enquanto esperam por vagas, os pacientes permanecem internados na unidade municipal, sob monitoramento das equipes médicas da UPA.
Apesar das adversidades, os profissionais da unidade seguem prestando atendimento, priorizando os casos mais graves. A situação já dura semanas, mas chegou a um nível crítico com o aumento dos casos pediátricos.
Prefeito Gleidson Azevedo cobra ação do Estado
O prefeito Gleidson Azevedo (Novo), que é irmão gêmeo do senador Cleitinho Azevedo e do mesmo partido do governador Romeu Zema (Novo), protocolou uma ação no Ministério Público exigindo respostas do Governo de Minas.
Além disso, gestão municipal alega que a sobrecarga da UPA se deve, em grande parte, à ineficiência da rede estadual em disponibilizar vagas para internações, prejudicando o atendimento de casos moderados e graves. A ação judicial pede que o Estado adote medidas imediatas para ampliar a oferta de leitos, especialmente para pediatria, e melhore a eficiência da regulação.
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