Presidente do SINDIJORI ignora auditoria prometida e vira palco de manobra política com suposta conivência de dirigente da FIEMG

Denunciante vira vilã e suspeito vira herói. A inversão chocante nos bastidores do SINDIJORI

Publicado por: Geraldo Passos

Mais de um mês após a promessa feita em Assembleia Extraordinária, o presidente do Sindicato dos Proprietários de Jornais, Revistas e Similares do Estado de Minas Gerais – SINDIJORI, Rodrigo Silva Fernandes, não apresentou o relatório de auditoria nas contas do sindicato, especialmente a  da Caixa Econômica Federal (CAIXA). A promessa havia sido feita durante reunião do dia 28 de abril  perante os  associados. No entanto, na reunião ordinária com os associados , desta última segunda-feira (27), realizada virtualmente, como sempre, revelou que o prometido não passou de palavras jogadas ao  vento naquela ocasião em tentativa de minimizar a denúncia feita pela ex-coordenadora sindical, Tatiane Barcelos à Ovidoria da FIEMG – Suspeita-se que,  pelos laços de amizade entre  Rodrigo Fernandes e Flávio Roscoe, presidente da FIEMG, exista conivência na tentativa de abafar o caso. 

A situação é ainda mais grave se considerada a origem da cobrança por transparência: as denúncias feitas por Tatiane Barcelos, ex-coordenadora sindical, que revelou uma série de irregularidades contábeis e administrativas no SINDIJORI — incluindo movimentações financeiras suspeitas e anos de prestação de serviço sem vínculo formal de trabalho.

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Tatiane relatou ao Divinews que trabalhou cerca de seis anos sem qualquer registro em carteira profissional, em tese, é incompatível com a prática sindical regular. As denúncias feitas por ela não só foram ignoradas internamente como, posteriormente, pareceram ser tratadas com descaso pela Ouvidoria da FIEMG, que recebeu a denúncia mas, até o momento, não demonstrou efetividade investigativa. Ressalta-se que a Ouvidoria da Federação não possui autonomia funcional, sendo subordinada à própria diretoria, o que levanta dúvidas sobre sua imparcialidade.

FIEMG e FLÁVIO ROSCOE: Conivência ou cegueira Institucional?

O que chama atenção é o silêncio e aparente conivência do presidente da FIEMG, Flávio Roscoe. As denúncias sérias que envolvem desvio de dinheiro e gestão temerária no SINDIJORI parecem ter sido minimizadas por uma federação que, institucionalmente, deveria primar pela ética e lisura.

Fontes próximas ao caso afirmam que a motivação para essa suposta omissão pode estar relacionada à ambição política de Roscoe, que articula nos bastidores sua candidatura como vice-governador de Minas Gerais. A blindagem do presidente do SINDIJORI e a tentativa de deslegitimar a denunciante, Tatiane, seriam formas de “evitar escândalos” que respinguem no projeto eleitoral de Roscoe — inclusive já apontado como possível parceiro de chapa do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), se o mesmo decidir ser candidato ao Governo de Minas.

Denunciante virou vilã?

Tatiane Barcelos, ao se recusar a participar de um suposto complô contra o portal Divinews — veículo crítico da atual gestão sindical, pelo fato de ter sido informado das irregularidades —, foi pressionada a romper com sua integridade. Relatos indicam que Rodrigo Fernandes a teria ameaçado a aderir ao plano. Diante da recusa, ela recorreu à Ouvidoria da FIEMG. Mas mesmo após a formalização da denúncia, Tatiane não encontrou apoio da entidade, tampouco de sua assessoria jurídica por meio da advogada Naiara Silva, que, segundo ela, a sugeriu que se afastasse “dos fatos”, como forma de autopreservação.

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A saíde de Tatiane foi  noticiada como “afastamento”, quando na verdade já havia sido antecipada por decisão própria da ex-coordenadora, quando colocou seu cargo a disposição ao relatar os fatos para ouvidoria,  motivada pelo esgotamento emocional e ético diante da omissão institucional da FIEMG.

Balancentes forjados e auditoria fantasma

Associados ao SINDIJORI começam a se perguntar: onde está a auditoria prometida? Por que os extratos bancários da conta da Caixa ainda não foram apresentados diretamente ao Conselho Fiscal? Que, por dever estatutário, já que respondem com seus CPF´s, deveria ter acesso irrestrito?

O que se viu até hoje são balancetes montados internamente, supostamente com a conivencia do contador, sem qualquer chancela de auditoria independente e isenta.  “Papel aceita tudo, inclusive mentiras”, comentou um associado.

Bastidores da FIEMG levantam suspeitas sobre relação entre Flávio Roscoe e presidente do SINDIJORI

Nos bastidores da alta cúpula da FIEMG, os sussurros já se tornam ecos incômodos que começam a tomar corpo e forma. Crescem, nos corredores institucionais da entidade, os comentários sobre a estreita – e agora questionada – relação entre o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, e o presidente do SINDIJORI (Sindicato dos Proprietários de Jornais, Revistas e Sites de Notícias de Minas Gerais), Rodrigo Silva Fernandes.

A inquietação, segundo apuração do Divinews, parte de membros influentes da própria federação, que, desconfortáveis com a condução dos recentes episódios envolvendo denúncias de irregularidades financeiras no SINDIJORI, passaram a levantar a seguinte pergunta: “O que há, de fato, por trás da blindagem que Rodrigo vem recebendo, mesmo após tantas evidências e reclamações formais?” Seria por acaso, a possibilidade de inócua visibilidade política de Roscoe junto a da rede de veiculos de comunicação do sindicato, tendo em vista 2026?

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