A parceria firmada entre a FIEMG – Federação das Indústrias de Minas Gerais e a Codemge, alvo de críticas do conceituado jornalista Luiz Tito, do jornal O Tempo, reacendeu a discussão sobre a relação do poder público com entidades empresariais no estado. Tito apontou em um artigo que a generosidade da Codemge, empresa pública estadual, para financiar projetos em conjunto com a federação patronal, carece de maior clareza e justificativa em relação ao retorno para a sociedade mineira.
No embalo do artigo de Tito, o Divinews faz um “grifo nosso”, baseado em questionamentos de associados, e volta o foco para o presidente do SINDIJORI (Sindicato dos Proprietários de Jornais, Revistas e Similares do Estado de Minas Gerais), Rodrigo Fernandes, que acompanhou a comitiva mineira em uma feira no Japão. A pergunta que não quer calar: qual o real objetivo de sua presença nesse evento, considerando que representa uma entidade que, em tese, congrega muitos jornais impressos, um meio de comunicação em franca decadência no mundo.
Afinal, será que havia alguma máquina rotativa exposta no Japão, voltada para impressão de jornais, que justificasse a ida de Rodrigo Fernandes? Ou a viagem serviu apenas para posar em fotos com o governador, com o presidente da FIEMG (seu protetor), ou com o secretário de Comunicação do governo, e exibir com isso sua suposta influência política/empresarial perante seus associados?
Para a categoria que ele representa, composta por veículos de midia impressa e online que clamam por campanhas publicitárias para sobreviver, a viagem ao exterior não parece ter trazido nenhuma novidade concreta ou vantagem prática para o grupo.
Mais do que um simples passeio, paira “a dúvida sobre quem, de fato, arcará com os custos dessas férias com roupagem institucional”, disse um associado. E ainda, questiona o Divinews, a quanto anda a auditoria que provará que Rodrigo Fernandes, de fato é inocente, no suposto caso de desvio ou malversação de recursos financeiros dos cofres do SINDIJORI, no qual foi acusado pela coordenadora sindical, Tatiane Barcelos, que após ter feito a denúncia acabou saindo como vilã na história.






