Datafolha tem Marília com 13%, Aécio e Viana com 11%; quatro chegam tecnicamente empatados às urnas em Minas

Domingos Sávio aparece com 9% e completa grupo que disputa as duas vagas dentro da margem de erro; pesquisa ainda registra elevada indefinição para o segundo voto ao Senado

Publicado por: Geraldo Passos

A última pesquisa Datafolha antes das eleições deste domingo (4) mostra que a disputa pelas duas vagas de Minas Gerais no Senado chega às urnas sem definição. Marília Campos (PT) aparece numericamente à frente, com 13% das intenções de voto no resultado combinado das duas escolhas para senador, seguida por Carlos Viana (PSD) e Aécio Neves (PSDB), ambos com 11%, e Domingos Sávio (PL), com 9%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, os quatro candidatos estão tecnicamente empatados. Folha de S.Paulo

O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (1º), a três dias da votação. O Datafolha ouviu presencialmente 1.204 eleitores com 16 anos ou mais, em 55 municípios mineiros, entre 28 de setembro e 1º de outubro. A pesquisa foi encomendada pela Folha de São Paulo e pela TV Globo, tem nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-09729/2026. Folha de São Paulo
Marília, Aécio, Viana e Domingos formam primeiro pelotão. Os números mostram uma corrida bastante diferente da disputa pelo Governo de Minas. Enquanto a eleição estadual apresenta distâncias maiores entre os primeiros colocados, a eleição para o Senado permanece comprimida dentro de poucos pontos percentuais.

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Marília registra 13%, Aécio e Carlos Viana aparecem com 11% cada, enquanto Domingos Sávio tem 9%. Na sequência, Marcelo Aro (PP) marca 6% e Áurea Carolina (PSOL), 5%. Marco Antônio Superman (Novo) e Ana Luiza do MLB (UP) aparecem com 2% cada. Folha de São Paulo. Carlin Moura (Avante), Victória Mello Vic (PSTU), Manoel Carvalho (MDB), Juiz Ramon Moreira (DC), Arcanjo Pimenta (MDB) e Tião Pessoa (PCO) registram 1% cada. Jordano Metalúrgico (PSTU) e Fidélis Alcântara (UP) não alcançaram 1% no levantamento. Folha de São Paulo. A diferença de apenas quatro pontos entre Marília, que aparece numericamente em primeiro, e Domingos, o quarto colocado, é menor do que a soma das margens possíveis dos candidatos. Por isso, o Datafolha classifica o cenário como empate técnico entre os quatro principais nomes, sem permitir apontar pela pesquisa quais deles conquistarão as duas cadeiras.

Eleitor mineiro terá dois votos para senador

A eleição deste ano possui uma característica que ajuda a explicar os percentuais relativamente baixos. Em 2026, duas das três cadeiras de cada estado no Senado estão em disputa. Cada eleitor mineiro poderá, portanto, votar em dois candidatos diferentes. Não é permitido repetir o mesmo candidato nas duas escolhas. O Datafolha apresenta tanto o resultado combinado das duas escolhas quanto levantamentos específicos para o primeiro e o segundo voto. Essa separação revela um cenário especialmente interessante nesta reta final. Na chamada primeira vaga, Marília aparece com 20%, seguida por Aécio, com 15%, Carlos Viana, com 13%, e Domingos Sávio, com 10%. Marcelo Aro registra 5%, enquanto Áurea Carolina e Marco Antônio Superman têm 2% cada. Já na segunda escolha para o Senado, Carlos Viana e Domingos Sávio aparecem numericamente à frente, ambos com 9%. Aécio, Áurea Carolina e Marcelo Aro registram 7% cada, enquanto Marília aparece com 6%.

A diferença entre os dois votos mostra por que a corrida permanece aberta. Um candidato pode aparecer muito bem posicionado como primeira escolha do eleitor e ter desempenho diferente na segunda indicação. Ao final da apuração, serão eleitos simplesmente os dois candidatos mais votados na soma dos votos recebidos, independentemente de terem sido escolhidos como primeiro ou segundo nome na urna.
Segundo voto concentra maior indefinição. A pesquisa mostra ainda que uma parcela considerável do eleitorado chega aos últimos dias sem ter definido completamente as duas escolhas. No levantamento geral, 20% estão indecisos e 15% afirmam que votarão em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos. Na primeira escolha para senador, a taxa de indecisos é de 15%. Na segunda, porém, sobe para 24%, enquanto 18% indicam branco, nulo ou nenhum. Folha de São Paulo. Esse é um componente relevante para compreender a reta final. A pesquisa não mede apenas uma corrida apertada entre quatro nomes; ela mostra que quase um quarto dos entrevistados ainda não havia definido o segundo voto para o Senado poucos dias antes da eleição.
Comparação com Datafolha anterior mostra estabilidade

Outro aspecto marcante do último levantamento é a estabilidade. No Datafolha divulgado em 24 de setembro, Marília já aparecia com 13%, Aécio e Carlos Viana tinham 11%, e Domingos Sávio registrava 9%. Os quatro principais candidatos chegam, portanto, à última rodada do instituto exatamente com os mesmos percentuais do levantamento anterior no resultado combinado. Folha de S.Paulo
Marcelo Aro também permaneceu em 6%, assim como Áurea Carolina em 5%. A estabilidade dos números reforça a ausência, no Datafolha, de uma movimentação estatisticamente clara capaz de separar um dos quatro primeiros do restante do grupo nesta última semana. Na prática, o instituto encerra sua série antes das urnas mostrando quatro candidaturas concentradas em uma faixa de 9% a 13%, todas alcançadas pela margem de erro.

Espontânea mostra 61% sem nome definido

Quando o Datafolha retira a lista de candidatos e simplesmente pergunta ao eleitor em quem pretende votar para senador, a indefinição se torna ainda mais evidente: 61% não sabem responder espontaneamente em quem votarão. Folha de São Paulo. Nesse modelo, Marília registra 6%, Carlos Viana aparece com 5%, enquanto Aécio e Domingos Sávio têm 3% cada. Marcelo Aro e Áurea Carolina marcam 2%. Menções genéricas ao PT, ao candidato do PT ou ao candidato apoiado por Lula somam 1%. Brancos e nulos representam 8%, e outras respostas também chegam a 8%. Folha de São Paulo. Em comparação com a rodada anterior, a taxa de indecisos na espontânea caiu de 67% para 61%, sinal de que parte do eleitorado passou a mencionar algum nome sem precisar consultar a lista, embora a maioria ainda não faça essa indicação espontaneamente.

Eleitores de Cleitinho se dividem entre Viana, Domingos e Aécio

O Datafolha também cruzou a preferência para governador com a escolha para o Senado. Entre os entrevistados que declaram voto em Cleitinho Azevedo (Republicanos) para o Governo de Minas, Carlos Viana aparece com 17%, seguido por Domingos Sávio, com 15%, e Aécio Neves, com 12%. Folha de São Paulo. O recorte mostra que os votos de eleitores do candidato que lidera a corrida pelo Palácio Tiradentes não se concentram automaticamente em uma única candidatura ao Senado. Três dos principais concorrentes aparecem com percentuais próximos nesse grupo. Entre os eleitores de Patrus Ananias (PT), Marília Campos alcança 37% das menções. A petista também registra 19% entre aqueles que dizem votar em Alexandre Kalil (PDT) para governador. Folha de São Paulo. Esses cruzamentos retratam associações declaradas pelos entrevistados no momento da pesquisa. Eles não significam transferência automática de votos por candidatos ou partidos e tampouco permitem projetar o resultado das urnas.

Duas cadeiras e quatro nomes dentro da margem

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A fotografia final do Datafolha deixa a eleição para o Senado como uma das disputas mais abertas de Minas Gerais nesta reta final. Há duas vagas em jogo e quatro candidatos tecnicamente empatados no grupo principal: Marília Campos, Carlos Viana, Aécio Neves e Domingos Sávio. Mesmo Marília, numericamente dois pontos acima de Aécio e Viana e quatro à frente de Domingos, não pode ser apontada pela pesquisa como vencedora ou como detentora de uma das vagas. A margem máxima de três pontos percentuais não permite estabelecer essa conclusão.

O mesmo vale para a posição dos demais. Pesquisa eleitoral é uma estimativa da preferência do eleitorado no período em que as entrevistas foram realizadas, e não uma previsão do resultado de domingo.
A particularidade dos dois votos torna a disputa ainda menos linear. O desempenho de cada candidato dependerá não apenas de ser lembrado como primeira opção, mas também da capacidade de aparecer como segunda escolha de eleitores que já decidiram o primeiro nome. Nesse ponto, os números mostram movimentos distintos: Marília tem sua maior força como primeira escolha, enquanto Viana e Domingos aparecem numericamente na frente na segunda escolha. Aécio permanece no grupo principal nas duas medições, enquanto Marcelo Aro e Áurea Carolina apresentam desempenho relativamente maior entre as segundas opções.  Com 24% ainda indecisos especificamente sobre o segundo voto, o último Datafolha deixa uma parte importante da decisão para os dias finais de campanha e, principalmente, para a própria urna.

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