A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (8) duas novas indicações terapêuticas para o Trodelvy (sacituzumabe govitecana), medicamento utilizado no tratamento de pacientes adultas com câncer de mama triplo-negativo (CMTN). A decisão amplia as possibilidades de uso do medicamento em casos localmente avançados, irressecáveis ou metastáticos, de acordo com as condições estabelecidas pela agência.
A primeira nova indicação permite o uso do sacituzumabe govitecana em combinação com pembrolizumabe no tratamento de primeira linha de pacientes adultas com câncer de mama triplo-negativo ressecável, localmente avançado ou metastático cujos tumores expressem PD-L1, a segunda autoriza o medicamento como monoterapia, também no tratamento de primeira linha, para pacientes adultas com CMTN ressecável, localmente avançado ou metastático que não sejam candidatas ao tratamento com inibidores de PD-1 ou PD-L1. A expressão de PD-L1 é uma característica encontrada em algumas células cancerígenas. Essa proteína pode contribuir para que o sistema imunológico não reconheça ou ataque adequadamente o tumor. Por isso, a identificação dessa característica ajuda a definir determinadas estratégias terapêuticas.
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Câncer de mama triplo-negativo é considerado agressivo
Segundo a Anvisa, o câncer de mama triplo-negativo representa um subtipo agressivo da doença, associado a pior prognóstico e a um número limitado de opções terapêuticas, nos casos em que a doença está localmente avançada e não pode ser removida por cirurgia ou quando já apresenta metástase, os pacientes frequentemente enfrentam rápida progressão clínica e elevada mortalidade. “Nesse contexto, há necessidade de tratamentos mais eficazes nas fases iniciais da terapêutica”, destacou a agência. A ampliação das indicações do medicamento ocorre justamente nesse cenário, permitindo novas possibilidades de tratamento para pacientes que se enquadrem nos critérios definidos para cada indicação.
Como funciona o sacituzumabe govitecana
O sacituzumabe govitecana é um conjugado anticorpo-fármaco, uma modalidade de tratamento que associa um anticorpo a uma substância quimioterápica, o medicamento atua ao se ligar especificamente à proteína Trop-2, encontrada na superfície das células cancerígenas. A partir dessa ligação, a substância quimioterápica é liberada diretamente nas células que apresentam essa característica, a estratégia busca direcionar a ação do medicamento para as células tumorais, dentro do mecanismo de funcionamento desse tipo de terapia. A decisão da Anvisa representa, portanto, uma ampliação das possibilidades terapêuticas para pacientes adultas com câncer de mama triplo-negativo em situações específicas, incluindo casos localmente avançados, ressecáveis e metastáticos.






