A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito que investigou a morte de uma recém-nascida no Hospital Manoel Gonçalves, em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas. Uma médica que atuava no plantão foi indiciada por homicídio culposo, modalidade em que não há intenção de matar. A investigação apontou suspeitas de falhas na condução do atendimento prestado à gestante.
De acordo com as informações da investigação, a mulher deu entrada na maternidade no dia 13 de maio, quando estava com 41 semanas de gestação. Ela foi encaminhada para indução do parto. Durante o procedimento, entretanto, ocorreram complicações e a recém-nascida morreu.
Polícia investigou atendimento
Para esclarecer as circunstâncias da morte, a Polícia Civil analisou documentos relacionados ao atendimento hospitalar e colheu depoimentos durante o inquérito.
Ao final das investigações, foram apontados elementos que levaram ao indiciamento da médica que estava de plantão por homicídio culposo. O indiciamento é uma conclusão da autoridade policial sobre a existência de elementos que justificam atribuir formalmente a suspeita à investigada, mas não representa condenação.
O inquérito foi concluído e encaminhado à Justiça no dia 7 de agosto. A partir de agora, o caso segue para os procedimentos previstos na esfera judicial.
A identidade da profissional não foi informada nos dados disponibilizados sobre a investigação.
Caso ocorreu no Hospital Manoel Gonçalves
O Hospital Manoel Gonçalves fica em Itaúna e atende pacientes do município e da região. O caso envolvendo a recém-nascida ocorreu dentro da maternidade da unidade.
Até o momento, as informações apresentadas sobre a conclusão do inquérito não detalham quais condutas específicas atribuídas à profissional foram consideradas pela Polícia Civil como determinantes para o indiciamento.
O Divinews mantém espaço aberto para manifestação da médica e do Hospital Manoel Gonçalves e atualizará a reportagem caso sejam apresentados posicionamentos sobre a conclusão da investigação.






